Política

“Salvador não tem estrutura para criar um novo circuito”, diz Randerson sobre Carnaval na Boca do Rio

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"As pessoas vão sair da Barra e ir para a Boca do Rio. Você só muda o endereço do problema", disse o vereador  |   Bnews - Divulgação BNews
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 10/02/2026, às 19h48



O vereador e atual líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Randerson Leal (Podemos), manifestou-se contrário à possibilidade da criação de um novo circuito na Boca do Rio para a folia momesca.

De acordo com o vereador, a proposta, além de impactar na organização da festa, pode comprometer ainda a tradição do Carnaval de Salvador, gerando impactos negativos para o turismo e, consequentemente, para a economia local.

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“Nós não temos hoje estrutura para fazer um novo circuito do porte que tem a Barra/Ondina, o Campo Grande ou o Batatinha, no Pelourinho. O Carnaval da Barra/Ondina já tem nome, já é consolidado. Os turistas vêm para Salvador para curtir o Carnaval, mas também para ver o Farol da Barra e aproveitar a orla. Tirar o Carnaval daquela região é enfraquecer essa tradição”, disse em entrevista ao programa “Se Liga, Bocão”, da Baiana FM (89,3), nesta terça-feira (10).

Para o edil, a criação de um circuito na Boca do Rio pode implantar em Salvador o modelo de carnaval “à portas fechadas”, um modelo conhecido no Rio de Janeiro em que as pessoas, para conferir os desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro e São Paulo é necessário adquirir ingressos. 

“A conversa que corre é que essa mudança pode abrir espaço para um Carnaval indoor, fechado, com blocos caríssimos, como acontece em outras capitais. Isso tira a essência do nosso Carnaval, que sempre foi democrático e popular. O problema da lotação não vai ser resolvido. As pessoas vão sair da Barra e ir para a Boca do Rio. Você só muda o endereço do problema”, avaliou.

“Investir em carnavais fortes nos bairros, com atrações de peso e valorizando artistas locais, é o caminho para desafogar os circuitos sem acabar com o que já existe. Estamos defendendo critérios técnicos e, acima de tudo, um Carnaval feito para o povo de Salvador”, concluiu.

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