Política

Se eleito na Câmara, Hugo Motta terá que conciliar interesses de estados após decisão do STF que redistribui vagas na Casa

Divulgação | Agência Câmara
Hugo Motta é o favorito à sucessão de Lira  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Agência Câmara

Publicado em 26/12/2024, às 07h44 - Atualizado às 07h46   Yuri Pastori



Favorito à sucessão de Arthur Lira na Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos - PB), caso eleito, terá que enfrentar pressão das bancadas estaduais que estão insatisfeitas com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que redistribui vagas na Casa Legislativa. As informações são da coluna Painel da Folha de São Paulo.

A medida do STF visa adequar o número de vagas às mudanças populacionais registradas no último Censo de 2022. Se o ajuste não ocorrer até o dia 30 de junho de 2025, a distribuição seria feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O estado mais afetado com a decisão seria o Rio de Janeiro, que perderia quatro deputados. A Bahia, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Sul teria dois deputados a menos. Santa Catarina e Pará ganharia quatro parlamentares e o Amazonas teria mais dois. 

Os parlamentares, então, têm se movimentado em torno de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para aumentar o número de deputados dos estados sub-representados, sem reduzir as bancadas dos estados que perderiam e sem aumentar os custos com o corte de parte da cota parlamentar. 

Os deputados Kim Kataguiri (União Brasil - SP) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) querem reduzir de oito para seis o número mínimo de deputados dos estados com populações menores. A Constituição prevê atualmente um mínimo de oito deputados por estado. 

Assista ao Se7e da Matina desta quinta-feira (26):

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)