Política
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a minimizar a tentativa de golpe de Estado em 2022 afirmando, na sexta-feira (24), que a sua inelegibilidade seria uma tentativa de "negar a democracia".
Em entrevista à Revista Oeste no YouTube, ele comparou sua situação à perseguição política sofrida por opositores de Nicolás Maduro, na Venezuela, e de Daniel Ortega, na Nicarágua. O mandatário também minimizou sua condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral e afirmou que é prejudicado pelo "ativismo judicial".
“Se eu não disputar as eleições por causa dessas acusações, é uma negação da democracia. É o que Maduro fez na Venezuela, tornando inelegíveis por 15 anos as duas maiores oposições a ele. O Daniel Ortega, está sendo mais corajoso, lá não tem inelegibilidade, sete (pessoas) na cadeia. Aqui é a mesma coisa, se me botar na cadeia, é abuso de autoridade”, disse o presidente.
Bolsonaro também negou ter praticado abuso de poder político durante a reunião com embaixadores em julho de 2022 e ter se aproveitado da estrutura do 7 de setembro naquele ano para uso político, acusações que o levaram a ser condenado inelegível pelo TSE.
Ao longo da entrevista, o ex-presidente também repetiu que é vítima de "lawfare", termo que traduzido significa "ativismo judicial". A expressão também foi usada por ele para contestar a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes de manter o seu passaporte retido, impedindo-o de ir à posse de Donald Trump, nos Estados Unidos.
“Eu não disputar a eleição por estar inelegível, é negar a democracia, é aquele nome em inglês "lawfare", que é o ativismo judicial. Nas eleições, quem tem que escolher é o povo, e não um juiz do Supremo Tribunal Federal”, disparou.
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