Política

Secretário quebra silêncio sobre prisão de Binho Galinha: “A sociedade espera uma resposta"

Dandara Amorim / BNews
Felipe Freitas destaca a importância do direito à ampla defesa e do respeito às imunidades parlamentares no caso de Binho Galinha.  |   Bnews - Divulgação Dandara Amorim / BNews


O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, revelou nesta segunda-feira (6) que está acompanhando as investigações contra o deputado estadual Binho Galinha, preso na última sexta-feira (3)

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Em entrevista coletiva durante um encontro com órgãos de fiscalização, na sede do Procon-BA, em Salvador, o secretário disse que os trabalhos da polícia, da Justiça e da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) precisam ser respeitados. Freitas defendeu ainda que o deputado tenha o "direito à ampla defesa e ao contraditório". 

"Nós do [Poder] Executivo estamos só esperando que a polícia, a Justiça e a Assembleia cuidem do caso. Nós respeitamos o trabalho da Justiça, respeitamos o trabalho da polícia. Consideramos que o parlamentar precisa ter direito à ampla defesa e ao contraditório, que as imunidades do parlamentar precisam ser preservadas e a sociedade espera uma resposta sobre o caso", disse Felipe Freitas.

Prisão de Binho Galinha

O deputado estadual Binho Galinha foi preso na última sexta-feira (3), após ser considerado foragido desde a última quarta-feira (1º), quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal.

Binho Galinha é suspeito de comandar um grupo criminoso responsável por crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico.

Punições na Alba

O presidente do Conselho de Ética da Alba, Vitor Bonfim (PV), disse, no último sábado (4), que serão adotadas as medidas cabíveis assim que for notificado pela Justiça. 

Bonfim disse ainda que todas as etapas do processo serão respeitadas e ocorrerão de forma transparente e com “responsabilidade institucional”. 

"Assim que houver a comunicação oficial da Justiça à Assembleia Legislativa, o caso será formalmente encaminhado ao Conselho de Ética, que adotará os procedimentos previstos na Constituição Estadual, na legislação vigente e no Regimento Interno da Casa", diz trecho da nota encaminhada ao BNews.

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