Política

Sem salário e sem contrato: trabalhadores de empresa cobram providências da Secretaria da Saúde de Salvador

Lucas Moura / Secom-PMS
Ex-colaboradores da empresa cobram respostas do secretário de Saúde, Rodrigo Alves, sobre futuras realocações  |   Bnews - Divulgação Lucas Moura / Secom-PMS
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 24/04/2026, às 20h30



Uma denúncia recebida pelo BNEWS aponta que cerca de 60 funcionários da empresa Central IT, que trabalharam na Secretaria da Saúde de Salvador (SMS) foram demitidos e estariam sem receber os salários.

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Segundo o denunciante, os funcionários cobram providências do secretário de Saúde, Rodrigo Alves, sem sucesso. Os colaboradores desligados afirmam que estão sem saber para qual empresa serão realocados.

O BNEWS procurou a Secretaria da Saúde de Salvador. Em nota, a pasta informou que o contrato com a empresa responsável pelos serviços citados foi encerrado ao término de sua vigência, conforme previsto nos instrumentos contratuais e na legislação aplicável à Administração Pública, sendo comum a realização de novos processos para garantir a continuidade dos serviços.

"Já estão em andamento tratativas administrativas necessárias para assegurar a continuidade da prestação dos serviços e possibilitar o reaproveitamento de profissionais qualificados, conforme as necessidades da rede municipal de saúde", destacou o município.

Ainda de acordo com a secretaria, a responsabilidade trabalhista e contratual dos colaboradores é da empresa contratada, nos termos das normas que regem a prestação de serviços terceirizados na Administração Pública.

O que diz a empresa

Em nota enviada ao BNEWS, a Central IT negou qualquer irregularidade ou motivo para alarde. "Todos os procedimentos relacionados ao encerramento contratual seguem rigorosamente a legislação trabalhista vigente, em especial a Lei nº 13.467/2017, que estabelece prazo de até 10 dias, a partir do término do contrato, para o pagamento das verbas rescisórias", informou.

"No caso em questão, os prazos foram cumpridos de forma estrita: o término do contrato com início do aviso trabalhado ocorreu em 23 de março, o encerramento do aviso em 21 de abril e o pagamento das verbas rescisórias está previsto para 29 de abril — dentro, portanto, do prazo legal", diz o comunicado.

A empresa ressalta ainda que "após a reforma trabalhista, o prazo de até 10 dias para pagamento passou a ser aplicado a todas as modalidades de desligamento, incluindo o aviso trabalhado, substituindo a regra anterior".

"A Central IT, multinacional brasileira de serviços em gestão, tecnologia e negócios, atua há mais de duas décadas com base em princípios de compliance, governança e respeito à legislação, não admitindo qualquer prática fora dos parâmetros legais. A empresa permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais", finaliza a nota.

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