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Servidores de Lauro de Freitas cobram pagamento de salários atrasados à nova prefeita; veja vídeo

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De acordo com os servidores, a prefeita eleita não quer se responsabilizar pelos pagamentos  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 08/01/2025, às 10h32 - Atualizado às 10h35   Rebeca Silva



Servidores da Prefeitura de Lauro de Freitas , na Bahia, fizeram um protesto nesta quarta-feira (8), em frente ao Centro Administrativo da cidade, cobrando da prefeita Débora Regis (União Brasil) o pagamento de salários atrasados da antiga gestão, comandada pela ex-prefeita Moema Gramacho (PT).

Os manifestantes acusam a prefeita de não assumir a responsabilidade pelos atrasos. Um dos participantes do protesto afirmou: “Gestões desse partido (União Brasil), como em Camaçari, deram calote. Até hoje não pagam nem reajustam. Em outras cidades, o gestor que assume enfrenta a situação e paga. Aqui, em Lauro de Freitas, a gestão não tem compromisso com os trabalhadores.”

Posicionamento da prefeita
Débora Regis utilizou seu perfil oficial no Instagram para se defender, atribuindo a culpa à sua antecessora, a ex-prefeita Moema. Segundo Débora, a gestão anterior não quitou os salários de dezembro dos professores da rede municipal, mesmo com o recebimento de R$ 15,7 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

“Para onde foi o dinheiro do Fundeb?”, questionou Débora. Ela ainda alegou que encontrou apenas R$ 1,4 milhão no caixa da prefeitura no dia 31 de dezembro, enquanto a folha de pagamento de dezembro somava R$ 17,1 milhões.

A atual prefeita comprometeu-se a regularizar apenas os vencimentos de janeiro, afirmando: “Peço aos professores e funcionários da educação que tenham paciência. Meu compromisso é pagar os salários no dia certo. Quanto ao mês anterior, que não é de minha responsabilidade, o município tomará medidas para viabilizar o pagamento.”

Explicações do secretário de Fazenda
O secretário municipal da Fazenda, Ricardo Góes, explicou que os recursos do Fundeb recebidos em dezembro foram utilizados para quitar o 13º salário e os vencimentos de novembro dos profissionais da educação, deixando insuficientes os recursos para cobrir a folha de dezembro.

“Desse recurso, boa parte foi destinada à folha de novembro e ao 13º salário. Restaram no caixa apenas R$ 1,4 milhão, o que não cobre a folha de dezembro”, justificou Góes.

A situação segue em análise, enquanto os servidores mantêm a pressão por uma solução.

Servidores da (BA) realizaram um protesto acalorado em frente ao Centro Administrativo da cidade, nesta quarta-feira (8), para cobrar da prefeita eleita Débora Regis (União Brasil) o pagamento de salários atrasados.

De acordo com os manifestantes, a prefeita não quer se responsabilizar pelos pagamentos.

“Gestões desse partido (União Brasil), que em Camaçari deu um calote, até hoje não pagam, não reajustam. O gestor que entrou, mesmo com essa situação, vai pagar. Já aqui, em Lauro de Freitas, é diferente. Agora, é diferente por quê? Porque a gestão não tem compromisso com os trabalhadores. A gestão tem que assumir e dizer isso com clareza”, contestou um manifestante.

Débora Regis se posicionou sobre o caso em seu perfil oficial no Instagram, acusando sua antecessora, Moema Gramacho (PT), de não ter pago o salário dos professores da rede municipal referente ao mês de dezembro. Segundo a atual gestora, a administração recebeu cerca de R$ 15,7 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Para onde foi o dinheiro do Fundeb?”, questionou Débora. “O município recebeu, em dezembro, um valor de R$ 15.763.942,34, sendo que, no dia 31 de dezembro, havia no caixa apenas R$ 1.434.000”, completou.

Ainda segundo Débora, a folha de pagamento dos professores referente a dezembro, que ficou em aberto, somava R$ 17,1 milhões. Ela se comprometeu a pagar somente os vencimentos de janeiro.

“Eu peço aos professores e aos funcionários da educação que tenham paciência, porque uma coisa eu garanto a cada um de vocês: eu tenho o compromisso de pagar os salários no dia certo. Porém, referente ao salário do mês anterior, que não é de minha responsabilidade, o município tomará as medidas necessárias para viabilizar o pagamento”, afirmou.

O secretário municipal da Fazenda, Ricardo Góes, também se posicionou sobre o caso. Segundo ele, o dinheiro do Fundeb foi utilizado para pagar os salários atrasados de novembro, além do 13º dos profissionais da educação.

“Desse recurso que ingressou no município durante o mês de dezembro, boa parte foi utilizada para pagar a folha de novembro, ou seja, a folha do mês anterior foi quitada com o recurso do mês posterior, além do 13º salário. Restou no caixa apenas o valor de R$ 1.434.000, muito insuficiente para pagar a folha de dezembro”, explicou Góes.

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