Política
por Anderson Ramos
Publicado em 08/05/2026, às 14h00
O pastor Silas Malafaia se manifestou sobre a pregação da pastora Helena Raquel no qua ela incentivou mulheres evangélicas a denunciarem casos de violência doméstica.
O sermão aconteceu no último final de semana no Congresso dos Gideões, considerado um dos maiores eventos evangélicos do Brasil, e rapidamente viralizou nas redes sociais.
Em vídeo publicado nas suas páginas nas plataformas digitais, Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), disse que concorda com a fala da pastora, mas criticou a tentativa de "generalizar" a proteção que líderes evengélicos fazem a favor de abusadores de mulheres.
Vamos deixar de conversa fiada, não estou criticando a mensagem da pastora. Concordo, tem que denunciar o pecado e eu faço isso. Agora, tentar generalizar, como se a igreja evangélica cobrisse homens espancadores de mulher, aí não. É uma tremenda safadeza no ano eleitoral para nos denegrir diante da opinião pública”, disse.
Ainda na publiacação, Malafaia acusou a primeira-dama, Janja da Silva, de apoiar a pastora Helena para se aproveitar da pauta politicamente.
“Vem com essa conversa de que na Igreja Evangélica as mulheres sofrem violência mais do que lá fora. Falácia, safadeza para nos denegrir diante da opinião pública, jogar a opinião pública contra pastores e a igreja”, disse Malafaia.
URGENTE! A igreja evangélica e pastores encobrem p3dófil0s e quem comete vi0lênc1a contra a mulher? A VERDADE! pic.twitter.com/HSyffUWyiB
— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) May 7, 2026
A mensagem
Na fala que viralizou, a pastora Helena Raquel orienta que mulheres deixem de focar apenas na mudança do agressor e passem a cuidar da própria segurança.
Pare de orar por ele hoje e comece a orar por você. A partir de agora você precisa ter coragem pra sair e fazer a denúncia em uma delegacia de apoio à mulher ou qualquer outra”.
Ela também reforçou que é preciso romper o ciclo de violência e procurar ajuda.“Não existe unção que justifique abuso. Não existe chamado que autorize agressão. Se agride… não representa Deus. ‘Ungido não é abusador. Ungido não é agressor.’ A verdade precisa ser dita com clareza: se é pastor, se é obreiro, se é membro, mas fere, oprime e violenta isso não é autoridade espiritual. Isso é pecado”.
Na publicação, Helena Raquel também rebate a ideia de que a mulher deve permanecer em silêncio diante da violência. “Pecado não se protege. Se confronta. Se você está vivendo ou presenciando isso, não se cale. O silêncio nunca foi a vontade de Deus”.
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