Política

Sindicato dos Rodoviários nega responsabilidade sobre atraso dos ônibus no dia da eleição

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Posicionamento surge após a revelação de um áudio atribuído ao presidente da entidade  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Anderson Ramos

por Anderson Ramos

Publicado em 30/10/2026, às 13h31



O Sindicato dos Rodoviários de Salvador emitiu uma nota nesta sexta-feira (30) na qual nega a responsabilidade sobre o atraso na saída dos ônibus das garagens no último domingo (25), data do segundo turno das eleições.

No comunicado, o sindicato afirma que “é inadmissível distorcer os acontecimentos para construir uma narrativa que responsabilize a entidade sindical, desviando o foco das circunstâncias efetivas que levaram à retenção dos ônibus”. Veja a nota na íntegra: 

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O posicionamento do sindicato se refere após a revelação de um áudio atribuído ao presidente da entidade, Fábio Primo, que mostra uma ação coordenada para adesivar ônibus do transporte público da capital baiana durante o segundo turno.

Na gravação, o dirigente detalha uma mobilização envolvendo integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), com distribuição de materiais e divisão de responsabilidades entre diferentes garagens. 

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A Secretaria de Mobilidade (Semob) alegou que a retirada da propaganda eleitoral dos coletivos causou o atraso no início da operação do transporte público. 

A Prefeitura de Salvador afirmou que o esquema de transporte havia sido planejado nos mesmos moldes do primeiro turno, quando não foram registrados problemas significativos. 

“Restrição deliberada”

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) reuniu informações sobre os atrasos em garagens de ônibus durante o segundo turno das eleições, e concluiu que houve uma atuação deliberada para impedir a saída dos veículos nas ruas.

O levantamento foi encaminhado à Justiça Eleitoral, ao Ministério Público, Polícia Federal e Polícia Civil. A investigação está em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a responsabilidade do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), do secretário municipal de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, e das empresas responsáveis pelo transporte da capital baiana.

Ao todo, fiscais do Procon percorreram nove garagens das duas concessionárias de ônibus de Salvador no domingo. Foi contabilizado um contingente de 944 veículos parados nos pátios em pleno horário de votação, o que evidenciou um dano aos eleitores. 

Sem alteração na frota

Ao BNEWS, a Prefeitura de Salvador informou que utilizou no segundo turno a mesma frota de ônibus do primeiro, cuja operação, segundo o município, ocorreu sem problemas relevantes.

A gestão afirmou que a programação foi definida previamente e comunicada ao TRE-BA. Também atribuiu os atrasos registrados nas primeiras horas da votação a uma ação de apoiadores de um candidato à presidência, que teriam tentado impedir a saída de ônibus das garagens sem adesivos de propaganda eleitoral.

A Prefeitura reconheceu impactos na operação e afirmou ter trabalhado para normalizar o serviço até as 10h.

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