Política

Sogra de governador é presa por envolvimento em esquema milionário de migração ilegal para os EUA

Reprodução/Redes Sociais
Investigação revelou que migrantes pagavam até US$ 20 mil por apoio logístico para viagem aos EUA  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 08/05/2026, às 11h10



A Polícia Federal (PF) prendeu, na quinta-feira (7), quatro pessoas suspeitas de integrar um esquema milionário de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Entre os alvos está Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela.

Segundo as investigações, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 240 milhões entre 2018 e 2023 com o esquema de travessias clandestinas para território norte-americano.

Ao todo, cinco grupos teriam atuado de forma articulada no esquema. O núcleo de Maria Helena teria movimentado aproximadamente R$ 45 milhões no período investigado.

Como funcionava o esquema

De acordo com a PF, mais de 600 pessoas tenham sido enviadas ilegalmente aos Estados Unidos ao longo de mais de duas décadas. 

Os migrantes pagavam cerca de US$ 20 mil ao grupo para ter apoio na logística da viagem, desde a saída do Brasil até a entrada irregular nos Estados Unidos. As rotas incluíam deslocamentos por países da América Central, como México e Panamá.

As investigações tiveram início em 2022, após um grupo de brasileiros ser interceptado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Durante os depoimentos, o nome da sogra do governador de Goiás teria sido citado por um dos envolvidos.

Também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro, incluindo uso de empresas de fachada, movimentações por meio de laranjas e mecanismos destinados a ocultar a origem dos recursos obtidos com as travessias ilegais.

Governador se manifesta

Maria Helena foi presa em casa, em Goiânia. Em nota, a defesa afirmou que recebeu a prisão "com suepresa" e classificou a medida como desnecessária. Os advogados sustentam que ela não representa risco às investigações e aguardam acesso integral ao processo.

O governador Daniel Vilela, por sua vez, afirmou que o caso "não tem absolutamente nenhuma relação" com ele, sua esposa ou o governo. Segundo ele, os fatos investigados seriam anteriores ao atual mandato.

Outros três investigados também foram detidos em Goiás. Segundo a PF, dois suspeitos localizados no Amapá não foram encontrados e tiveram inclusão solicitada na lista da Interpol.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)