Política
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, nesta segunda-feira (3), a retirada da tornozeleira eletrônica do ex-ajudante de ordens da Presidência da República, tenente-coronel Mauro Cid. A medida ocorreu após a conclusão do julgamento referente à participação do militar na trama golpista investigada pela Corte.
Mauro Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por tentativa de golpe de Estado. A pena foi determinada pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, na semana passada.
O ex-ajudante de ordens não apresentou recursos contra a decisão, permitindo o trânsito em julgado na sentença. Agora, Mauro Cid deverá cumprir medidas fixadas pelo Supremo como recolhimento domiciliar noturno, entre 20h e 6h, e permanecer em casa integralmente nos fins de semana, além da proibição de portar utilizar redes sociais e manter contato com outros investigados e condenados no caso.
O militar está impedido também de deixar o país. Os advogados solicitaram ao Supremo Tribunal Federal que o tempo que o cliente ficou preso preventivamente, seja descontado da pena. Mauro Cid ficou encarcerado menos de seis meses ao longo da investigação.
A partir desta terça-feira (4), Mauro Cid inicia um período de 60 dias de férias do Exército. Ele aguardará a análise de um pedido de aposentadoria.
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