Política
Jornalistas não terão acesso ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento, marcado para terça-feira (15), do processo que pode ordenar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes após mensagens enviadas pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao magistrado virem à tona.
A informação foi anunciada nesta segunda-feira (14) pela Corte. Estão autorizados a assistir presencialmente ao debate dos magistrados pessoas credenciadas, que terão que lacrar celulares desligados em sacolas de segurança enquanto durar a sessão.
"O rompimento do lacre no interior do Plenário poderá resultar na retirada do responsável do local", crava a Corte.
Os profissionais da imprensa terão acesso, apenas, à marquise do prédio do STF.
De acordo com O GLOBO, a assessoria de imprensa do Supremo informou que o presidente, Edson Fachin, recebeu "recomendações e sugestões" de ministros para que os repórteres não tivessem acesso ao plenário.
O ministro Flávio Dino contestou a versão apresentada, relatando não ter sido consultado sobre a presença dos jornalistas. Na avaliação do magistrado, “não há razão para excluir” os jornalistas.
Em nota, o STF alega que a decisão é "em razão da capacidade limitada do espaço do Plenário".
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