Política

STF pode reabrir investigação contra Valdemar Costa Neto

Valter Campanato / Agência Brasil
Apesar de indiciado pela PF, Valdemar não foi denunciado pelo procurador-geral, Paulo Gonet, em relação aos crimes investigados.  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 21/10/2025, às 14h59 - Atualizado às 14h59



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta terça-feira (21) pela reabertura da investigação contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suposta tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

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O voto de Moraes ocorreu durante o julgamento do núcleo 4 da trama golpista, conhecido como "núcleo da desinformação", e relaciona a possibilidade de investigação de Valdemar com uma eventual condenação de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha — engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal (IVL). 

O ministro e Cristiano Zanin votaram pela condenação de Rocha por dois dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Porém, Valdemar, apesar de ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF), não foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Uma vez configurada a condenação do réu Carlos Cesar Rocha, determino a extração de cópias da decisão e de todo o acervo probatório para remessa à PET 12100, a fim de que, nos termos do artigo 18 do Código Penal, seja reaberta a investigação e análise dos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito em relação ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto”, disse Moraes.

Para o ministro do STF, o relatório elaborado a pedido do PL, partido de Valdemar e Bolsonaro, para apontar supostas falhas nas urnas eletrônicas, é “uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral” recebeu. 

“Aqui, uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral tenha recebido desde a sua criação [o relatório]. Após a derrota nas urnas, o PL apresentou uma representação para fazer uma verificação extraordinária das urnas”, afirmou.

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