Política
A deputada federal e relatora do projeto de lei que criminaliza a misoginia, Tabata Amaral (PSB), deve se reunir nesta terça-feira (14) com integrantes do Palácio do Planalto para destravar a votação da proposta antes do recesso parlamentar.
A bancada feminina tem pressionado o presidente Hugo Motta (Republicanos) a levar o PL para votação. O projeto tem enfrentado resistência de líderes de bancadas cristãs e integrantes da direita.
A Câmara já havia aprovado a urgência da proposta que coloca a misoginia no rol de crimes da Lei do Racismo no início do mês. Entre as alterações, Tabata mudou a definição do que configura misoginia, mas manteve a pena de 2 a 5 anos, além do pagamento de multa.
O parecer de Tabata, que cita o aumento de discursos na internet chamado de “machosfera”, determina que a pena poderá dobrar caso o infrator “detenha expressiva audiência, influência pública ou capacidade ampliada de difusão do conteúdo em meio de comunicação ou plataforma digital”.
Nesta terça-feira (14), Tabata voltou a defender que a proposta, destacando que o texto já passou por alterações ao longo das negociações e que Hugo Motta teria se comprometido a votar a proposta antes do recesso.
“Hoje o que eu mais ouço em conversas fechadas é que as pessoas concordam que o texto avançou que a gente tá caminhando pro consenso, mas que tem a narrativa, tem a eleição, tem a fake news na internet e não tem narrativa, não tem eleição e não tem fake news que tenha um peso maior do que a vida de uma mulher”, disse Tabata.
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