Política
por Daniel Serrano
Publicado em 24/11/2025, às 18h11 - Atualizado às 18h11
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode ser afetado pelas investigações envolvendo o Banco Master, que culminaram na prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. As informações são da coluna de Andreza Matais, no site Metrópoles.
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De acordo com a publicação, as investigações envolvendo o banco podem atingir o chefe do Executivo paulista em duas frentes. A primeira envolve Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele foi o principal doador pessoa física da campanha de Tarcísio na eleição de 2022, tendo doado R$ 2 milhões para financiar a candidatura. Além disso, Zettel é suspeito de participar do esquema para aumentar o patrimônio de Vorcaro.
A segunda frente tem relação com a privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), companhia que controla o volume de água do Rio Pinheiros e das represas Guarapiranga e Billings.
A Emae foi comprada por R$ 1,04 bilhão pelo Fundo Phoenix FIP no segundo ano de governo Tarcísio. Um dos cotistas é o empresário Nelson Tanure, investidor de referência do fundo. Após ser privatizada, a Emae aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, que pertence ao conglomerado da instituição financeira.
Ou seja, o Fundo Phoenix FIP aplicou milhões no Banco Master, que pertence ao cunhado do doador de Tarcísio.
A operação foi descoberta depois que a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro.
À coluna, a Emae disse que o valor em CDBs aplicado pelo Banco Master não impacta a sua capacidade operacional, e que “mantém posição de caixa suficiente para fazer frente às suas obrigações e ao curso normal de seus negócios”.
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