Política

Tarcísio nega acusação de Vorcaro sobre propina e diz que denúncia ‘beira o ridículo’

Wilson Dias/Agência Brasil
Ex-banqueiro afirma que R$ 5 milhões doados às campanhas de Tarcísio e Bolsonaro em 2022 teriam sido negociados como propina  |   Bnews - Divulgação Wilson Dias/Agência Brasil
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 04/09/2026, às 10h10



O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), responder às acusações feitas pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que afirmou que doou R$ 5 milhões para a campanha de Tarcísio e de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, por meio de propinas negociadas pelo  candidato à vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), Gilberto Kassab (PSD).

O governador negou as acusações e disse que elas "beiram ao ridículo".

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Beira o ridículo. Imagine que eu vou pedir algum favorecimento ou que o presidente Bolsonaro ia pedir algum favorecimento. É uma coisa que não faz o menor sentido", afirmou ao UOL.

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Na campanha de 2022, Tarcísio recebeu R$ 2 milhões e Jair Bolsonaro, R$ 3 milhões. As doações vieram de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e um dos investigados na operação Compliance Zero.

"Quantas vezes eu estive com o Vorcaro, com o Zettlel? Nunca, nem conheço. Veja se eu apareço em alguma comunicação deles, se eu não estou no celular deles, se tem um áudio meu, se tem alguma coisa. Nada. Quantas agendas eles tiveram no Governo do Estado de São Paulo? Não. Então, é uma coisa que não faz o menor sentido, é um absurdo", disse Tarcísio.

Acusação de propina

De acordo com o UOL, em uma proposta de delação premiada, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou que a doação de R$ 5 milhões para as campanhas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sendo R$ 2 milhões para o governador paulista e outros R$ 3 milhões para o ex-presidente, em 2022, foi uma negociação de propina. 

O pagamento de propina estaria relacionado à manutenção do Credcesta no governo de São Paulo. No governo Tarcísio, Kassab era secretário de Governo e Relações Institucionais. 

Ainda segundo o UOL, Vorcaro relatou que Kassab teria exigido 5% dos negócios relacionados ao crédito e também doações para campanhas eleitorais. 

Kassab negou também ter discutido a continuidade do Credcesta com integrantes do governo Tarcísio. 

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