Política

Tarifaço dos EUA contra o Brasil desgasta imagem de Tarcísio e cenário presidencial para ele se complica

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Tarcísio enfrenta críticas e especulações sobre sua candidatura após o tarifaço dos Estados Unidos  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 04/08/2025, às 09h00



Após anúncio do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sofreu um desgaste na sua imagem. Com isso, aumentou a especulação sobre a sua candidatura à reeleição para governador em 2026.

Tarcísio era apontado como candidato favorito da direita na sucessão presidencial, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, após críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na condução da crise com os Estados Unidos e a ligação dele com a família Bolsonaro, o cenário para uma candidatura nacional ficou mais nebuloso.

O governador de São Paulo não participou da manifestação a favor do ex-presidente e contra as medidas do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (3), realizada na avenida Paulista, devido a um procedimento cirúrgico. Um dos organizadores do ato, o pastor Silas Malafaia, criticou a ausência de governadores pré-candidatos ao cargo de presidente em 2026.

Cadê aqueles que dizem ser a opção no lugar de Bolsonaro? Cadê eles? Onde é que eles estão? Era para estarem aqui, minha gente. Sabe o que fica provado? Que, até aqui, Bolsonaro é insubstituível”, questionou Malafaia.

Malafaia foi mais direto em relação à falta de Tarcísio na manifestação. "A ausência? Tem que perguntar para ele. Ele não foi fazer nenhuma cirurgia, ele foi fazer um exame. Por que ele fez? Tem que perguntar para ele, não é para mim, não. Ele foi internado às pressas? Ele foi internado por algum motivo”, questionou. 

Além disso, o tarifaço fez com que Tarcísio fosse acusado pelo deputado Eduardo Bolsonaro de "subserviência servil às elites" por tentar negociar as tarifas com os Estados Unidos, o que provocou um racha na base bolsonarista. Bolsonaro precisou intervir para acalmar os ânimos entre os dois. 

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