Política

Tarifaço: Flávio Bolsonaro nega que irmão tenha trabalhado contra o Brasil e leva invertida de Tralli

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Candidato nega que vá negociar o Pix e diz que irmão Eduardo errou ao comemorar tarifas contra o Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Globo
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2026, às 22h28



O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a falar que foi aos Estados Unidos tentar negociar com o governo de Donald Trump para suspender as tarifas impostas ao governo brasileiro e melhorar a economia. Durante sabatina nesta sexta-feira (28) na TV Globo, o senador culpou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pelo episódio que ficou conhecido como "tarifaço".

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Flávio ainda defendeu o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, por tramar contra o país. "Se o Eduardo tivesse colocado os seus próprios interesses na frente do Brasil, ele não teria ficado exilado como está nos Estados Unidos hoje. Ele faz um trabalho lá de conscientização, de mostrar ao mundo o que está acontecendo no Brasil hoje, que está longe de ser uma democracia plena. Ele nunca pediu tarifas de emprego para empresas brasileiras", defendeu.

O apresentador César Tralli interrompeu o candidato e lembrou um tweet feito por Eduardo Bolsonaro parabenizando o governo americano pelo tarifaço. Questionado se ele achava correta a atitude do irmão, Flávio Bolsonaro criticou Eduardo.

Veja:

Eu não acho correto. Assim como eu não acho correto que o Alexandre de Moraes, uma parte interessada nesse processo, condena o Eduardo, já que ele era o alvo da lei Magnitsky, conforme as leis e decisões do governo americano. Agora você não pode acusar o Eduardo de manipular o Trump, já seria demais", afirmou.

Tralli também questionou sobre o sistema de pagamento Pix, que também foi alvo do governo americano, supostamente por práticas desiguais de mercado. Ao ser perguntado se defenderia a economia brasileira, Flávio respondeu que o Pix é "inegociável".

"Não, de forma alguma, o pix é sagrado, é do brasileiro, foi feito na gestão do presidente Bolsonaro. Não tem taxa porque Bolsonaro exigiu que não tivesse, apesar de muitas pessoas tentarem tarifar o pix”, declarou Flávio.

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