Política

Temer arrancando faixa de Dilma e “Bozo” rindo de vítimas covid e preso marcam homenagem a Lula na Sapucaí; ASSISTA

Reprodução / Redes Sociais
Com sátiras sobre Bolsonaro e Moraes, a escola provocou reações e debates sobre a política atual do Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/02/2026, às 06h44 - Atualizado às 07h04



A Marquês de Sapucaí assistiu, na noite de domingo (15), a uma das cenas mais impactantes do Carnaval do Rio de Janeiro. Em meio ao desfile da Acadêmicos de Niterói, um carro alegórico recriou a posse da ex-presidente Dilma Rousseff e, na sequência, exibiu um boneco representando o ex-presidente Michel Temer arrancando a faixa presidencial.

Logo adiante, outra imagem forte: a representação da prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em referência ao episódio que marcou a política brasileira em 2018.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

As cenas fizeram parte do enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que marca a estreia da escola no Grupo Especial do Rio de Janeiro.

Dilma sofreu impeachment em 2016, após aprovação do Congresso Nacional. Temer, então vice-presidente, assumiu o comando do Executivo até 2018.

Na Sapucaí, o gesto de retirar a faixa foi encenado como ruptura. A imagem dialoga diretamente com o debate que, até hoje, ainda divide opiniões sobre o impeachment, para críticos, um golpe institucional, mas, para defensores, um processo constitucional legítimo.

Lula preso: memória recente na avenida
A representação da prisão de Lula reforçou o recorte escolhido pela Acadêmicos de Niterói: a travessia do líder petista entre condenação, prisão, anulação das sentenças e retorno à Presidência.

Preso em abril de 2018 no âmbito da Operação Lava Jato, Lula permaneceu 580 dias detido. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações, decisão que restabeleceu seus direitos políticos e abriu caminho para sua candidatura em 2022.

Na alegoria, o episódio foi tratado como ponto de inflexão na narrativa do enredo, da queda à reconstrução. O desfile construiu uma linha temporal que parte do impeachment de Dilma, passa pela prisão de Lula e culmina no retorno do petista ao Palácio do Planalto.

Bozo, Moraes e o embate institucional
O carro alegórico também reuniu representações do ex-presidente Jair Bolsonaro caracterizado como “Bozo”, apelido usado por adversários políticos, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A composição apostou na sátira e no contraste entre personagens associados a diferentes polos do espectro político.

A presença de Bolsonaro vestido de palhaço foi uma das imagens mais comentadas nas redes sociais nas horas seguintes ao desfile. Já Moraes simbolizou o protagonismo do Judiciário nos embates institucionais que marcaram o país nos últimos anos.

Ainda no desfile, o palhaço que representava o ex-presidente também apareceu rindo das vítimas da covid-19.

Enredo sobre Lula gera reação da oposição
A escolha de Lula como tema central provocou reações antes mesmo de a escola entrar na avenida. O partido Novo ingressou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para tentar suspender o repasse de R$ 1 milhão da Embratur à agremiação. A decisão final negou o pedido. Já ações movidas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) também foram rejeitadas.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido de liminar para barrar o desfile foi negado. A Corte entendeu que a homenagem não configurava irregularidade eleitoral.

Disputa
Fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói venceu a Série Ouro em 2025 e estreou neste ano no Grupo Especial, disputando espaço com escolas tradicionais como Mangueira, Portela e Salgueiro.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)