Política

"Temos que incentivar a consciência negra, não é essa história de consciência humana", afirma Aladilce Souza

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A vereadora Aladilce Souza foi a entrevistada desta quarta-feira (20) no BNEWS Agora, na Itapoan FM  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 20/11/2024, às 17h39



A vereadora eleita Aladilce Souza (PCdoB), em entrevista nesta quarta-feira (20) ao programa BNEWS Agora, na Itapoan FM, destacou que é necessária a luta constante contra o racismo e a celebração do Dia da Consciência Negra, agora feriado nacional, conforme a intenção de sua criação. "Nós temos que incentivar a consciência negra. Não é essa história de consciência humana", declarou a vereadora, que retornará à Câmara Municipal de Salvador em 2025.

A comunista pontuou que Salvador deve a sua história e também a sua economia ao trabalho realizado por negros escravizados e arrancados de suas terras. "Quem colocou cada pedra em casa casarão que a gente tem por aí [foi a população negra]", disse a vereadora eleita. Aladilce, ao repetir fala do vereador reeleito Sílvio Humberto (PSB), destacoi que "o racismo não tira férias" e precisa ser  desconstruído todos os dias.

A vereadora comentou o retorno ao legislativo municipal. "Eu retorno com muita disposição de continuar um trabalho que fiz durante 16 anos na Câmara", comentou. Ela pontuou que "a vida da gente acontece no município; é no município que a gente constrói laços afetivos e trabalha". Aladilce também refletiu sobre a redução, nas urnas, da bancada da oposição. "Nunca tivemos folga nem nunca tivemos vida fácil na Câmara enquanto oposição", disse, embora tenha observado que a renovação apresenta possibilidade de novas construções.

O comunista apontou a vitória e a aprovação de Bruno Reis não indicam que não haja problemas na capital baiana. "Nós percebemos na campanha e no que a gente vê na cidade e acompanha no dia a dia, que aquelas políticas que sustentam a vida do povo vão mal na cidade", disse a vereadora eleita, que exemplificou a dificuldade que cidadãos enfrentam para marcar consultas e procedimentos médicos nas unidades de saúde de Salvador.

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