Política
Publicado em 03/11/2025, às 16h51 Carolina Papa e Daniel Serrano
O vereador Cláudio Tinoco (União Brasil) não poupou críticas à criação da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (Seponte), criada para coordenar e acompanhar as ações ligadas à execução da ponte que vai ligar Salvador à Ilha de Itaparica.
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Em conversa com a imprensa durante a sessão ordinária desta segunda-feira (3), Tinoco questionou a necessidade da criação da ponte, após o governador Jerônimo Rodrigues ter anunciado Mateus Dias como o responsável pela Seponte. Antes de assumir a pasta, Dias atuou como diretor de Planejamento na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e atualmente era Superintendente de Planejamento e Logística de Transporte e Intermodalismo da Suplog/Seinfra.
"De fato, nós somos críticos pela necessidade que tem o Estado de ser um Estado eficiente, gerencial. Não precisa de mais secretarias para cuidar daquilo que é interesse da sociedade. No caso da Seponte, por exemplo, vocês veem que o governador tira um diretor da secretaria de infraestrutura e transforma ele em secretário. Ou seja, não é uma pessoa nova na estrutura, não há uma necessidade de poder trazer especialistas, já que ele tem na sua própria equipe. Então, para que criar a secretaria?", questionou Tinoco.
Segundo o vereador, antes de assumir a Seponte, Mateus Dias havia anunciado um investimento de R$ 300 milhões na Ilha de Itaparica na construção de escola e ampliação de hospital entre os municípios de Vera Cruz e Itaparica, "tudo isso se associando a um projeto que a gente não vai ver ainda sair do papel".
"Então, eu lamento muito que o Estado tome a decisão de gastar mais recursos de forma burocrática, de forma criando cargos, em vez de dar uma resposta mais objetiva, realmente, de início dessa obra e, consequentemente, de prazo de finalização", disparou Tinoco.
O vereador disse que acompanhou uma audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal, em maio deste ano, para poder discutir a construção da ponte. Na oportunidade, segundo Tinoco, os moradores da Ilha revelaram que não houve nenhum investimento associado à melhoria da infraestrutura e dos serviços públicos para a população
"Não vi esses investimentos. A gente sabia que já teria sido gasto cerca de R$ 500 milhões em projetos, em recursos que foram aplicados no projeto da ponte, na sondagem, junta agora mais R$ 300 milhões e vamos esperar R$ 800 milhões de gastos se a gente não ver essa obra sair do papel nem a população sendo contemplada realmente por qualquer benefício", disse.
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