Política
por Rebeca Santos
Publicado em 08/01/2026, às 11h52
Há três anos, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes em Brasília , o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) , em protesto contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ainda na campanha eleitoral de 2022, grupos de bolsonaristas montaram acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército, na capital federal, pedindo que as Forças Armadas intervissem para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Após a derrota nas eleições, alguns desses apoiadores começaram a contestar o resultado das urnas.
No dia 8 de janeiro de 2023, eles avançaram sobre a Praça dos Três Poderes em um ataque que ficou marcado na história da democracia no Brasil.
Fotos de manifestantes vestidos de verde e amarelo quebrando tudo nos prédios do Executivo, Legislativo e Judiciário rodaram o mundo.
No Supremo Tribunal Federal (ST), andares foram destruídos. O plenário da Corte, que fica no térreo, ficou com vidros quebrados, estátuas no chão, poltronas arrancadas e móveis em pedaços.
No Congresso Nacional, além de vidros e móveis quebrados, obras de arte foram danificadas e roubadas. A escultura Bailarina, de Victor Brecheret, que estava na Câmara dos Deputados, foi levada, e um painel de Di Cavalcanti foi furado com faca.
No Palácio do Planalto, o governo divulgou nota afirmando que “vândalos destruíram acervo que representa a história da República e das artes brasileiras”.
Entre as obras danificadas estava “As Mulatas”, de Di Cavalcanti, principal peça do Salão Nobre, avaliada em cerca de R$ 8 milhões.
Os invasores ainda jogaram uma viatura da Polícia Legislativa Federal no espelho d’água do Congresso. Fotos mostraram o carro tombado enquanto participantes dos atos posavam para imagens no local.
Três anos depois dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou mais de 800 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos.
Com o fim do julgamento dos envolvidos na trama golpista, o STF condenou 29 pessoas à prisão nos quatro núcleos do esquema. Apenas dois foram absolvidos. Os réus faziam parte dos núcleos 1, 2, 3 e 4.
O general do Exército Estevam Theófilo, denunciado no Núcleo 3, e Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, réu do Núcleo 2, foram os únicos absolvidos por falta de provas.
Até agora, só os réus do Núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas, tiveram as condenações cumpridas. Os outros núcleos ainda estão recorrendo.
As condenações foram por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Para julgar os quatro núcleos, a Primeira Turma realizou 21 sessões ao longo de quatro meses.
O Núcleo 5 é formado pelo réu Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora nos Estados Unidos, e não há data prevista para o julgamento.
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