Política

Trump atrapalha 2026? Pesquisa mostra como tarifaço afeta aliados de Bolsonaro

Allan Santos | Presidência da República
Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas enfrentam desafios em suas candidaturas, com queda nas intenções de voto.  |   Bnews - Divulgação Allan Santos | Presidência da República
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 17/07/2025, às 08h53 - Atualizado às 08h54



A pesquisa divulgada pela Quaest nesta quinta-feira (17) mostra o impacto negativo que o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve sobre os planos de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) para as eleições do ano que vem. 

O levantamento aponta para uma vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Bolsonaro e todos os outros candidatos, com exceção de Tarcísio, em um eventual segundo turno. No entanto, a vantagem do governador de São Paulo sobre o petista caiu.

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De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, a pesquisa desta quinta-feira (17) já mostra os efeitos negativos que o tarifaço de Trump contra o Brasil tem impactado na imagem de Bolsonaro  negativamente. 

"Não foi só o ex-presidente que sentiu os efeitos do tarifaço americano. Em maio/25, o governador de São Paulo estava a apenas 1 ponto de Lula. Agora, oscilou negativamente e aparece 4 pontos atrás — ainda em empate técnico, no limite da margem de erro", disse Nunes. 

Além de Bolsonaro, o tarifaço também impacta negativamente na imagem da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro que, com Tarcísio, lidera como alternativa a Bolsonaro, que está inelegível, para a disputa de 2026. No levantamento divulgado em junho, ela estava empatada tecnicamente com Lula. Agora, Michelle oscilou três pontos para baixo e chegou a 36% ante os 43% de Lula.

Já o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não vem conseguindo transformar em votos a sua atuação a favor das sanções contra o Brasil. O desempenho do parlamentar segue o mesmo da pesquisa divulgada em junho, 43% de Lula contra 33%.

Porém, Eduardo oscilou quatro pontos para cima quando o eleitor é perguntado sobre quem deve ser o substituto de Jair Bolsonaro em 2026, enquanto Tarcísio e Michelle oscilaram para baixo. Entre os que se consideram bolsonaristas, o deputado licenciado saltou de 10% para 22%. 

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país, entre os dias 10 a 14 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Classificação Indicativa: Livre

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