Política

Trump diz que aprova entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA e afirma que senador estava na Argentina

Reprodução / Instagram e Divulgação Campanha de Flávio Bolsonaro
Declaração do presidente americano ocorre após Flávio Bolsonaro cruzar a fronteira argentina e embarcar em voo privado com destino ao Equador  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram e Divulgação Campanha de Flávio Bolsonaro
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 28/10/2026, às 06h08



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que autorizaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal) em território americano e disse ter ouvido que o parlamentar estava na Argentina.

A declaração foi dada horas depois de o brasileiro cruzar a fronteira com o país vizinho e embarcar em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador, em meio a medidas para impedir uma possível saída dele do Brasil.

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Questionado por jornalistas durante a madrugada, Trump disse não ter certeza sobre a localização do senador. "Ouvi dizer que ele está na Argentina. Não sei onde ele está... ouvi dizer que é na Argentina", declarou.

Em seguida, o presidente americano afirmou que teria autorizado a entrada de Flávio nos Estados Unidos. "Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas".

Trump também criticou o processo eleitoral brasileiro. "A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Recebeu avaliações ruins. Veja só o que aconteceu com o mercado deles", afirmou.

Flávio cruzou a fronteira e seguiu para o Equador

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio entrou no país às 22h50 de terça-feira (27), pela fronteira com o Brasil. Cerca de 40 minutos depois, ele embarcou em um voo privado com destino a Guayaquil, no Equador.

Na terça-feira, o governo argentino havia negado que o senador tivesse entrado no país. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, informou à CNN Brasil que o parlamentar não havia ingressado em território argentino.

Apesar do destino indicado no plano de voo, fontes ouvidas pela CNN afirmaram que o objetivo final de Flávio seria os Estados Unidos. Uma fonte brasileira próxima ao senador disse que ele temia ser preso no Brasil.

A aeronave utilizada é um Gulfstream G400, de matrícula argentina LV-JQW. Segundo a imprensa argentina, o avião estava no aeroporto de Puerto Iguazú desde segunda-feira (26).

Há divergências sobre o número de passageiros. O comunicado oficial menciona quatro integrantes da família, enquanto relatos da imprensa local apontaram que Flávio estaria sozinho ou que oito pessoas viajariam na aeronave.

Polícia Federal cancelou passaportes

A viagem ocorreu após a Polícia Federal (PF) solicitar, na segunda-feira (26), a entrega dos passaportes do senador. Na manhã de terça-feira, a corporação também acionou autoridades argentinas diante do risco de uma possível fuga.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio deveria entregar os documentos até as 11h de terça-feira, mas não cumpriu a ordem.

Diante disso, a PF cancelou os passaportes comum e diplomático do senador. A medida impôs restrições aos documentos nos sistemas migratórios de portos e aeroportos ao redor do mundo.

A determinação judicial foi motivada pelo receio de fuga manifestado por investigadores responsáveis pelo inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio.

Outro elemento considerado foi uma declaração de Eduardo Bolsonaro. Em entrevista na internet, o irmão do senador afirmou que apoiava a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse a eleição presidencial, resultado confirmado no domingo (25).

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