Política

TSE abre investigação contra chapa de Flávio Bolsonaro que pode deixá-la inelegível

Vitor Salles/PL
Investigação vai apurar susposto abuso de poder economico contra Flávio Bolsonaro durante ato em Barretos  |   Bnews - Divulgação Vitor Salles/PL
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 08/09/2026, às 19h33



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que denunciou o senador e candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), por abuso de poder econômico. A ação foi protocolada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, grupo composto pela chapa do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A ação contra a chapa de oposição ocorreu após o senador e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL) participarem de um ato de campanha ocorrido no palco da Festa do Peão, em Barretos. O grupo do presidente Lula entendeu o ato como abuso do poder econômico e pediu que Flávio e Alfredo sejam considerados inelegíveis por oito anos.

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Com a admissão da ação pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, cabe agora à chapa do senador apresentar a defesa para as acusações. Ainda conforme o corregedor, somente após apresentar a defesa, a deliberação sobre os requerimentos de produção de prova testemunhal irá começar. 

Flávio Bolsonaro e Alfredo gaspar subiram ao Palco Estádio, na Festa do Peão Boiadeiro, em 22 de agosto, onde discursou na condição de candidato a presidente do Brasil, valendo-se da estrutura paga com recursos públicos e privados para fazer campanha, conforme apontou a coligação de Lula.

“O eleitor que comprou um ingresso para assistir a shows artísticos foi surpreendido com um verdadeiro ato de campanha eleitoral durante o intervalo. Não houve somente o desvirtuamento de um show em comício, mas também ato de campanha em local de uso comum cuja veiculação de propaganda é terminantemente proibida”, diz um trecho do documento apresentado.

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“A bem da verdade, o que se viu na noite de 22/08/2026, na 71ª edição da Festa do Peão de Barretos, não foi a presença protocolar de uma autoridade em festa tradicional, mas a apropriação de um espetáculo alheio, construído e pago por pessoas jurídicas, com apoio da organização do evento (vide a postura do locutor contratado pela associação), em evidente abuso de poder econômico. Assim, uma multidão foi atraída ao palanque de campanha, em bem equiparado por lei a bem de uso comum, com repercussão multiplicada pela veiculação subsequente na internet”, completou.

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