Política
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, suspendeu de forma provisória e urgente um jingle da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associa o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), a um possível esquema de rachadinha, ao caso do Banco Master a à compra de imóveis em dinheiro vivo.
O jingle usado pela campanha de Lula afirma que Flávio Bolsonaro pediu R$ 61 milhões a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, para fazer o filme sobre o pai. Na gravação é citado também que o senador homenageou o ex-policial militar Adriano da Nóbrega.
Para o TSE, a campanha de Flávio alegou que as associações contra o presidenciável configuram “conteúdo fabricado e manipulado”. A propaganda foi exibida cerca de sete vezes em inserções de rádio entre 28 e 31 de agosto, em quatro emissoras.
Na decisão proferida em 22 de setembro, mas publicada neste sábado (26), Nunes Marques afirmou a propaganda usada por Lula trata de uma denúncia já arquivada sobre as rachadinhas.
“Tal como reconhecido por esta Corte, a potencialidade lesiva da propaganda não decorre apenas das frases isoladamente consideradas, mas da interação entre o formato empregado de fácil memorização e ampla repetição e o contexto comunicacional em que se insere, elemento apto a induzir o eleitor a erro quanto à existência e ao significado dos fatos apresentados”, destacou o presidente do TSE.
"O exame preliminar dos elementos disponíveis não revela, nesta fase, o descumprimento de tais exigências, aparentando estar satisfeitos os requisitos formais”, acrescentou.
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