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TV Câmara demite produtor após queixa de vereadora sobre vídeos sensuais de cueca; veja

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A demissão ocorreu em maio, após um pedido formal do presidente da Câmara, Ricardo Teixeira  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 28/07/2025, às 08h15



Um profissional da TV Cultura, que trabalhava na comunicação da Câmara Municipal de São Paulo, perdeu o emprego após a vereadora Janaína Paschoal (PP) questionar postagens em seu perfil pessoal nas redes sociais, onde ele aparecia usando roupas íntimas.

Jeldêam Álves, que atuou por 12 anos na Fundação Padre Anchieta, entidade responsável pela TV Cultura, ocupava o cargo de editor-chefe da Rede Câmara. 

A fundação mantém um contrato com a Câmara Municipal para gerenciar e produzir conteúdos institucionais.

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 Em suas redes sociais, Álves publicava fotos e vídeos vestindo cueca ou sunga, com poses que descreveu como “sensuais”, mas sem nudez explícita. 

A demissão ocorreu em maio, após um pedido formal do presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, motivado por uma reclamação de Janaína.

Janaína Paschoal, que preside o conselho editorial da Casa, abordou o caso durante uma reunião na quinta-feira (24), sem citar o nome do funcionário. 

“Obviamente que não vou dizer nomes, não vou expor pessoas. Mas eu preciso pedir que aqueles funcionários que estejam na atividade aqui na Casa tenham cautela com a sua vida pessoal. Todos nós temos a nossa liberdade, nossa vida, mas não dá para ter alguém numa TV pública, por exemplo, fazendo striptease nas redes, ou se exibindo. ‘Ah, mas é na rede privada, no canal privado’. Desculpa, não dá”, declarou a vereadora.

A vereadora, que também é jurista e professora da Faculdade de Direito da USP, disse que o comportamento não é ilegal, mas o considerou “incompatível” com a função em uma emissora pública. 

“Sendo uma pessoa adulta, que não está atuando em redes infantis, não é crime. Mas é um comportamento incompatível. Então, quero deixar avisado antes. Se isso eventualmente acontecer, eu vou ter que pedir para a TV Cultura retirar a pessoa aqui. E se for um funcionário nosso, vai ter uma apuração, desculpa falar. Não dá. Tem coisa que não dá”, completou.

Álves, que também trabalha promovendo marcas de roupas íntimas masculinas, disse à reportagem Metrópoles que soube do motivo de sua demissão apenas após os comentários de Janaína na reunião. 

Ele foi informado do desligamento em abril, por meio de um documento da Presidência da Câmara, que mencionava Janaína como parte interessada. 

“Ela criou esse conselho editorial e fez esse pedido. Não imaginava muito bem o que poderia ter sido, mas como ela expôs isso na reunião, algumas pessoas ligaram meu nome e acabou me expondo. Agora, juntando os pontos, acredito que tenha sido uma questão moral mesmo. Não sei, homofobia, alguma ideologia que ela não tenha visto compatível com a minha, além desse preconceito com o meu outro trabalho, que é a divulgação de marcas de roupa íntima masculina”, afirmou Álves.

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