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Vai caguetar? Delação de Vorcaro pode envolver até 15 políticos

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Com a transferência para a Superintendência da PF, Vorcaro ganha mais acesso ao advogado e inicia o processo de delação confidencial.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 21/03/2026, às 09h11 - Atualizado às 09h11



A delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vem sendo discutida desde o início deste ano. Segundo informações da colunista Natália Portinari, do Uol, uma estimativa inicial do banqueiro é que as revelações podem envolver até 15 políticos, entre deputados e senadores.

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Vorcaro vem trabalhando nas últimas semanas para fechar um acordo de delação premiada. O primeiro passo foi dado no último dia 13, quando o advogado José Luis Oliveira Lima, que assumiu o caso após a saída de Pierpaolo Bottini e Roberto Podval.

na última quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde terá mais contato com o advogado e assinou um termo de confidencialidade, dando início à negociação da delação.

Antes de assumir a defesa de Vorcaro, o advogado José Luis Oliveira Lima também trabalhou na delação de João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos, gestora de investimentos alvo da Operação Carbono Oculto por suspeita de envolvimento com o crime organizado.

De acordo com a publicação, Vorcaro já se preparava para uma eventual delação. O banqueiro dizia a interlocutores que Pierpaolo Botttini poderia deixar de ser seu advogado, já que pretendia delatar quatro clientes dele.

Em fevereiro, integrantes da defesa de Vorcaro enviaram uma mensagem ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que o banqueiro não estaria disposto a incluir integrantes do Supremo em sua delação. No entanto, o magistrado disse que o dono do Master deveria falar sobre tudo que fosse perguntado. Caso contrário, a delação não seria aceita. 

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