Política

Vai pedir desculpas? Porta-voz revela decisão de chanceler alemão que criticou Belém após COP30

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Chanceler Friedrich Merz revelou que a comitiva alemã ficou “contente” em deixar a cidade brasileira e retornar à Alemanha  |   Bnews - Divulgação Tânia Rêgo/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 19/11/2025, às 14h59



O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, não pretende fazer uma retratação após a fala controversa sobre Belém (PA) após a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). 

A informação foi revelada pelo porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, nesta quarta-feira (19), em Berlim. A avaliação feita pelo chanceler é que o posicionamento sobre Belém não irá causar danos na relação entre Brasil e Alemanhã.

Em comunicado, Stefan Kornelius contradisse, durante entrevista coletiva, que o premiê teria expressado repulsa à capital paraense. 

A polêmica em torno do líder alemão ocorreu após a COP30 no Brasil. Para jornalistas após o evento, Friedrich Merz revelou que a comitiva alemã ficou “contente” em deixar a cidade brasileira e retornar à Alemanha. 

“Permitam-me acrescentar algo a esta frase que agora é apresentada de forma incriminatória. [Friedrich Merz] dizia essencialmente respeito ao desejo da delegação de voltar para casa após um voo noturno muito cansativo e um longo dia em Belém”, disse o porta-voz.

“Ele disse que vivemos em um dos países mais bonitos do mundo, e ele estava se referindo à Alemanha. O Brasil certamente também está entre os países mais bonitos do mundo. Mas, o fato de o chanceler alemão estar fazendo uma pequena distinção aqui, não me parece algo condenável”, acrescentou. 

Repercussão no Brasil

Diante da fala do líder alemão, o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), classificou a fala do político como “infeliz, arrogante e preconceituosa”. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também comentou sobre o imbróglio. Durante a inauguração de uma ponte no interior do Tocantins, o mandatário cravou que “Berlim não oferece 10% da qualidade” do Pará e de Belém e que Merz deveria ter aproveitado mais a cultura e a culinária paraense durante a visita ao Brasil.

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