Política
por Anderson Ramos
Publicado em 02/12/2025, às 13h53
Uma suposta paralisação dos caminhoneiros em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcada para esta quarta-feira (3), tomou conta das redes sociais e gerou preocupação na população.
Enquanto algumas lideranças rechaçam a possibilidade, outras dizem que se articulam para que o movimento seja efetivado. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (1º), Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), conhecido como Chorão, criticou o possível uso político da categoria.
“Quem estiver insatisfeito que vá para a rua fazer seu movimento. Mas usar o transporte rodoviário de cargas, usar o caminhoneiro que sofre tanto para levantar um movimento para defender político A ou político B eu não concordo e não vou compactuar”.
Chorão afirma que o único tipo de paralisação que poderia haver seria de caminhões de propriedade de empresários do agro, mas não de motoristas autônomos.
Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), não acredita em paralisação em defesa de Bolsonaro.
“Não dá para querer anistiar quem tentou transformar a democracia de um país através de um golpe”, afirma Litti. “Além disso, discordo do pedido de Pix para o movimento”.
Mas Litti concorda com outras reivindicações anunciadas, como o estabelecimento do piso mínimo do caminhoneiro e a volta da aposentadoria especial da categoria, entre outras exigências.
Em contrapartida, alguns representantes da categoria confirmam a paralisação, mas dizem que não se trata de um ato político ligado a qualquer ideologia partidária, mas, sim, de uma luta por melhorias para a classe.
“O Brasil ficou parado por 3 anos por conta dessa situação e, como já acabou a questão do Bolsonaro, vamos voltar à realidade do país. A realidade dos caminhoneiros está precária: baixa remuneração, leis que não conseguimos cumprir por falta de estrutura, falta de segurança nas rodovias… O respeito com a nossa classe acabou”, afirmou o caminhoneiro Daniel Souza, influenciador digital com quase 100 mil seguidores no TikTok e um dos líderes da greve em 2018, em entrevista ao portal Metrópoles.
Segundo o presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC), Janderson Maçaneiro, o Patrola, o movimento tem força. “Eu acredito muito no movimento forte, porque tem muita gente envolvida e há muitos descontentes.”
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam), que “quem faz a greve são os caminhoneiros, não é o sindicato quem faz greve, mas, se eles decidirem parar, serão apoiados”.
GREVE DE 2018
Revoltados contra os reajustes frequentes nos preços dos combustíveis, os caminhoneiros de todo o país pararam em 2018, durante 10 dias. A greve causou grandes impactos no país, incluindo desabastecimento de combustíveis e alimentos. A greve só teve fim após Michel Temer (MDB), presidente à época, acolher algumas das exigências da classe.
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