Política
por Carolina Papa e Daniel Serrano
Publicado em 13/04/2026, às 16h01 - Atualizado às 16h01
O vereador Maurício Trindade (PP) defendeu nesta segunda-feira (13) o projeto de lei apresentado por ele que estabelece novas regras para o funcionamento dos shoppings de Salvador.
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De acordo com o texto, os estabelecimentos localizados dentro dos centros comerciais da capital baiana só poderiam funcionar de segunda a sábado, com encerramento obrigatório até as 21h.
Em conversa com a imprensa, Trindade afirmou que a proposta tem como objetivo dar dignidade aos lojistas, que, de acordo com o vereador, são submetidos a uma carga de trabalho exaustiva.
"Hoje trabalham de domingo a domingo, não tem dia de nada, não tem dia de lazer. É um regime realmente de escravidão. Nós queremos acabar com essa escravidão e não há nenhuma perda, absolutamente nenhuma perda para o lojista e dezenas já me ligaram e dizem que são obrigados a trabalhar no domingo para sustentar as grandes marcas que estão lá", disse o parlametar.
O vereador também garantiu que os lojistas não terão prejuízo com a medida. "O que ele não vende no domingo, com certeza ele vende no resto da semana. Se você quer comprar uma bicicleta e está fechado o shopping domingo, você vai comprar segunda, terça, quarta".
"Não tem lugar nenhum do mundo que você tenha bar aberto 3h da manhã, 4h da manhã, 5h da manhã. Por que toda a bagunça é em Salvador, aqui na cidade do ‘tudo pode’? Da casa da mãe de Joana? Não. Nós temos que respeitar as outras pessoas. Nós podemos nos divertir, mas temos que ver a dignidade dos outros, dos colegas", acrescentou.
O vereador ainda voltou a defender outro projeto de lei de sua autoria, o que estabelece um ordenamento de eventos na orla dos bairros da Barra e Ondina.
"A Barra hoje, as próprias imobiliárias, as pessoas já nos procuraram, têm dificuldade de vender um imóvel na Barra. Qual é a família que vai comprar um imóvel no bairro que você não consiga chegar, não consiga sair?", questionou
"O bairro que ficou quase que uma casa de show gigante, a céu aberto. Nós queremos que tenha tudo, mas tudo de forma organizada", disse.
O vereador citou ainda que o projeto pretende dar mais jurisprudência para que a Guarda Municipal possa atuar quando identificar alguma irregularidade.
"Que fique na Barra os eventos que são bons para a Barra. Uma corrida que vai ser boa para a imagem da Barra é bom para a marca da cidade. Mas não é todas as corridas da cidade que são boas para quem está fazendo a corrida, colocar na Barra é bom para ele, é ruim para todo mundo", defendeu.
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