Política
Imagens de um homem empurrando uma professora e religiosa, identificada como Adália Santana, membro da Irmandade do Rosário dos Pretos, durante os festejos do 2 de julho, em Salvador, têm viralizado na internet.
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, a autoria do ataque contra a professora, que fazia um protesto contra a prefeitura da capital baiana, foi associada a um grupo de apoiadores do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que teriam iniciado uma confusão durante a manifestação.
Em uma gravação divulgada no perfil da Igreja Rosário dos Pretos no Instagram, foram identificados no suposto grupo o líder comunitário de Canabrava Alexsandro Marinho, conhecido como Sandro, apontado como cabo eleitoral do vereador Cláudio Tinoco (União Brasil), e Davidson Araújo, também apontado como apoiador do edil no bairro. A identidade do homem que empurra Adália Santana não foi revelada.
Procurado pelo BNews nesta sexta-feira (4) diante da repercussão sobre o episódio, Claudio Tinoco afirmou que “não há hipótese” de o autor da agressão “estar relacionado” a sua pessoa.
“Não há a possibilidade de quem assiste ao vídeo ver o Sandro Marinho empurrando quem quer que seja. [...] Não tenho nada a declarar sobre um cidadão que está explicitamente reconhecível no vídeo [e] que empurra uma mulher. Não tem nenhuma hipótese deste fato estar relacionado com a minha pessoa”, informou Claudio Tinoco.
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Em nota, a Irmandade dos Homens de Preto lamentou o caso. No comunicado, é informado que “para além de qualquer divergência, o respeito à dignidade humana deve prevalecer”.
Sandro Marinho viu seu nome envolvido em mais uma polêmica na capital baiana no início de julho. Em maio, durante a invasão ao Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, o líder comunitário foi acusado por professores municipais de “provocar, intimidar e agredir” servidores que protestavam contra a votação do reajuste salarial oferecido pela Prefeitura de Salvador.
Em vídeos divulgados nas redes sociais após o caso, foram compartilhadas fotos de Sandro Marinho ao lado de Claudio Tinoco e do prefeito Bruno Reis. Na época, o ex-Secretário de Cultura e Turismo classificou os imbróglios como fruto de um “gabinete do ódio”, supostamente articulado por representantes sindicais.
“Eu sou amigo de Sandro. Ele é um líder comunitário que está ao meu lado há cerca de cinco anos. Não é meu assessor, não estava ali por meu convite. [...] Ele estava lá, como qualquer cidadão participativo, interessado nas questões da sua comunidade”, relatou o vereador em entrevista ao BNews.
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