Política
A líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Aladilce Souza (PCdoB), avaliou como “complexo” o Plano de Segurança Municipal que será proposto pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) à casa legislativa. A vereadora defendeu que a proposta seja interessante para a capital baiana, mas pontuou a necessidade de “tempo” para se debruçar acerca do tema.
Para a imprensa após a sessão ordinária nesta terça-feira (3), destacou que a proposta traz um “debate novo na cidade” e que a CMS precisa “ouvir a sociedade”.
“A segurança pública é uma necessidade, é uma política pública que precisa ser analisada e abraçada. É um debate novo na cidade e nós precisamos de tempo e ouvir a sociedade. [...] A Câmara tem [...] o olhar de controle social, o olhar legislativo. O executivo pode ter uma proposta muito boa, mas cabe a nós, aos vereadores e vereadoras, que são os legisladores, a sua posição e o seu parecer sobre os projetos que chegam aqui”, iniciou Aladilce.
“Esse projeto é um projeto complexo. [...] É um debate novo na cidade e nós precisamos de tempo, de ouvir a sociedade. Nós não podemos estar militarizando a guarda municipal, criando mais polícia de qualquer forma. A segurança pública é uma questão muito séria no país como um todo e em Salvador também. [...] O plano de segurança não pode tratar apenas de repressão, ele tem que tratar de uma ação intersetorial, que articule ações na área da saúde, da educação, da assistência social, do emprego, da renda, da cultura”, acrescentou.
A expectativa é que o prefeito Bruno Reis apresente o projeto nas próximas semanas, junto com novas propostas, o que pode “apertar” o período para estudos mais aprofundados, uma vez que o recesso legislativo está marcado para 17 de dezembro. É esperado também que o projeto sendo encaminhado à Casa, seja aprovado ainda em 2025.
A comunista pontuou ainda as dificuldades encontradas pelas esferas de poder para conter o avanço da criminalidade. Para a líder da oposição é importante que o plano de segurança, caso aprovado, não intensifique a “repressão ou genocídio” na sociedade.
“A gente precisa ter um olhar mais amplo e multidisciplinar em relação à questão de segurança pública. Não se restringe apenas à repressão ou à genocídio, matança, como passa pela cabeça de muitas pessoas. Parece uma coisa fácil, mas não é. Não é fácil, não temos a fórmula de como resolver. Já que ele vai mandar um plano de segurança municipal, [espero que a] gente tenha tempo de discutir, de articular com as três esferas para sair uma coisa que venha a melhorar a situação e não agudizar mais ainda esse aspecto da repressão e dos crimes que a gente vê acontecendo por aí”, complementou.
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