Política

VÍDEO: Bolsonaro distorce fala de aliado de Lula sobre fraude eleitoral e dispara contra TSE

Camargo / Agência Brasil
O ex-presidente cita uma fala do ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff, Renato Janine Ribeiro, sobre "fraude eleitoral"  |   Bnews - Divulgação Camargo / Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 14/07/2023, às 08h50



Jair Bolsonaro (PL) utilizou as suas redes sociais para postar um vídeo em que ele volta a atacar o sistema eleitoral. Na oportunidade, o ex-presidente usou falas do ex-ministro da Educação do governo de Dilma Rousseff, Renato Janine Ribeiro, feitas em 2018, sobre "fraude eleitoral" e fez cobranças ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

De acordo com Bolsonaro, depois que foi eleito em 2018, o TSE pediu que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigar eventuais fraudes eleitorais durante o pleito. A solicitação foi feita um dia depois de Renato Janine Ribeiro dizer que uma "fraude eleitoral" levou ao poder em 2018 "quem jamais ganharia eleições livres e limpas".

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Bolsonaro disse que comentou sobre esse inquérito, ainda em aberto, na reunião que que teve com embaixadores em 2022. "E foi esse inquérito o qual eu explanei em uma reunião com embaixadores que serviu de base para que eu me tornasse inelegível". 

"Espero que o senhor Janine com a força que ele demonstra ter, junto com o presidente da República e ao ministro da Justiça, faça com que esse inquérito seja cumprido para que essa dúvida se dissipe de vez. Vocês vão ter uma surpresa. Eu só não falo sobre o inquérito porque atualmente ele tem o carimbo de sigiloso", disse Bolsonaro

Apesar de utilizar o termo "fraude eleitoral", Renato Janine tratou do tema de uma maneira diferente da de Bolsonaro e seus seguidores. Desde 2018, aliados do presidente Lula (PT) defendem a tese de que as eleições de 2018 foram "fraudadas" pelo fato de o petista ter sido impedido de concorrer no pleito pelas condenações no âmbito da Lava Jato. Aliados do petista defendem que a sua prisão foi tramada pelo pelo ex-juiz Sergio Moro, que acabou sendo ministro do candidato vitorioso naquela eleição. 

Durante a sua participação em um evento do governo federal em homenagem ao Dia da Ciência e do Pesquisador, Janine ainda pediu o fim da "República de Curitiba". 

"E também lembro que agora que acabou a assim chamada 'República de Curitiba', golpista, sua vitória marcará a volta de Curitiba à República, aos valores republicanos. Com o senhor sendo acolhido por aqueles que defenderam, no âmbito do direito, naquele estado a democracia contra a fraude eleitoral que levou ao poder quem jamais ganharia eleições livres e limpas", disse Renato Janine. 

No fim do mês de junho, o TSE declarou Bolsonaro inelegível pelos próximos oito anos pelos ataques feitos ao sistema eleitoral brasileiro durante uma reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada.

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