Política
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) marcou presença no ato de apoiadores do Jair Bolsonaro (PL) contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, realizado na manhã deste domingo (20), no Jardim de Alah, em Salvador.
Ao BNews, o parlamentar comentou sobre o futuro político do colega de partido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem licença parlamentar se encerrando neste domingo (20). O deputado baiano disse que o partido ainda busca alternativas para estender o afastamento do filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos desde o início do ano.
"O Partido Liberal vem tentando algumas ações regimentais, inclusive do próprio parlamento, para tentar prorrogar esse prazo de afastamento regimental. Até o momento não vi nenhuma solução nesse sentido, não houve nenhuma mudança no regimento interno. Então, de fato, finaliza hoje o prazo previsto para que ele possa se afastar sem a perda do mandato", afirmou.
Capitão Alden disse ainda que a missão de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para denunciar o que chamou de perseguição política no Brasil. Para o parlamentar baiano, o país passa por um momento parecido com os regimes autoritários.
“Acho que a principal missão de Eduardo Bolsonaro não é influenciar o Poder Judiciário em uma eventual decisão de condenação ou não. O papel dele é mostrar ao mundo, em especial à imprensa internacional e aos órgãos de defesa dos direitos humanos, que o Brasil vive uma ditadura, que as pessoas estão sendo perseguidas”, disse o deputado.
“Basta pegar países como Nicarágua, Venezuela, China… todos têm em comum com o Brasil a perseguição a opositores políticos. A Rússia, por exemplo, aprovou uma lei que pune pessoas por simplesmente buscarem termos considerados antidemocráticos. E o que é um ato antidemocrático? É muito genérico. O Brasil está adotando referências similares às desses países: caçando opositores políticos, bloqueando contas bancárias, tirando do jogo eleitoral quem representa ameaça”, emendou.
Capitão Alden revelou ainda que aposta em uma candidatura de Eduardo Bolsonaro ao Senado nas eleições do ano que vem.
"Eu acredito que, ainda que ele [Eduardo] não esteja no mandato nesse momento, ele vai manter a sua proposta política para 2006, que é inicialmente tentar o Senado por São Paulo. Segundo movimentos, as cadeiras serão destinadas a Eduardo Bolsonaro e ao deputado licenciado Capitão Derrite, que hoje está assumindo a Secretaria da Segurança Pública em São Paulo. Então, não há nenhum impedimento legal, inclusive, de se fazer campanha fora do Brasil", declarou.
"Caso ele não venha para o Brasil em razão do seu mandato, ele poderá sim continuar concorrendo a qualquer que venha a ser o pleito, a qualquer que seja o cargo. Então, acredito que ele tenderá a manter a sua campanha, a sua pré-candidatura para o Senado Federal, postado pelo Estado de São Paulo e, a partir dos Estados Unidos, tentar verificar de que maneira ele pode contribuir nesse processo, não de influência contra eventuais punições a Bolsonaro", arrematou.
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