Política

VÍDEO: Isidório solta o verbo sobre Erika Hilton na Comissão da Mulher e causa polêmica

Joilson César / BNews
Isidório propõe que a prisão domiciliar seja restrita a locais próximos a presídios e com fiscalização rigorosa.  |   Bnews - Divulgação Joilson César / BNews
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 26/03/2026, às 18h13 - Atualizado às 18h14



O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) reagiu, nesta quinta-feira (26) ao fato de a deputada federal Erika Hilton (PSOL) ter assumido a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. 

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Durante evento de entrega da reforma e modernização do Colégio Estadual Raphael Serravalle, o parlamentar defendeu que o perfil necessário para presidir uma comissão relacionada às mulheres deveria ser o de uma mulher biológica. 

"Você, para presidir uma comissão, você tem que ter um perfil. Já está dito, Comissão das mulheres. Então, no meio de tantas mulheres ali dentro, ter de ser uma mulher trans, sabe?", questionou Isidório. 

"Eu respeito o gay, a lésbica, LGBTQIA+.  Agora, eu acho que tinha de se criar uma comissão de gays, lésbicas, diversidade sexual, trans, lésbica, bi, tri, quadri, tri. Tinha de criar um negócio assim, para botar a chamada deputada para presidir. Para a comissão de mulheres, haveria de ser presidido por mulher. É fácil. Existe ovo e ovário, não tem jeito", acrescentou. 

Apesar das críticas, Isidório acredita ser irreversível a presidência, classificando a eleição como um "processo democrático", embora tenha alertado para o que chamou de "falta de coerência".

"Eu acredito que não [não dá para ser revertido], vai continuar lá no tumulto. A não ser que houvesse uma pacificação das próprias mulheres com a presidência da Casa. É uma questão de coerência. Foi eleito lá, foi um processo democrático. Aí é bom que as mulheres abram o olho", avaliou.

Proposta de punição para feminicidas

O parlamentar baiano ainda comentou sobre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por ele, que pretende endurecer as penas para crimes de feminicídio. Para Isidóro, quem comete esse tipo de crime deveria ser punido com prisão perpétua.

"Quer dizer que a mulher morta não vê mais a luz do sol, não vê mais a lua, não vê mais as estrelas, não tem mais plano, não tem projeto. E eu mato uma mulher, e aí no outro dia eu tô solto, meu advogado me solta, eu tô já no cooper, com uma [outra mulher]debaixo do braço, aproximo a vítima. Não pode!", disse.  

"O homem que mata a mulher, ele só tem de sair da cadeia quando disser que ela ressuscitou, ela voltou. Enquanto ela não volta, a mulher não volta a viver, ele também não tem de voltar a viver, não. Isso não é tortura, não. Ele vai viver. Ele ainda vai beber água, ele vai ver sol, ele vai ver luz, ele vai comer, ele ainda vai se ter levado à paz, ele vai estar vivendo. Agora ela é quem perdeu a vida", acrescentou. 

Fim da prisão domiciliar

Por fim, Isidório não poupou críticas ao uso da prisão domiciliar como forma de punição no Brasil. Para o parlamentar, a penalidade pode acabar beneficiando o infrator.  

"Imagine, o cara tem mansão, o cara tem fazenda, aí ele está preso na mansão dele, na cobertura dele na fazenda. Aí você vê chegando vans com meninas, tudo com os peitos de fora, para ir ver o presidiário. Isso é sacanagem, eu queria o projeto", afirmou. 

"Que a prisão domiciliar tem de ser  uma moradia próxima ao presídio, no bairro onde está o presídio, no máximo dois quartos, quando ele ou ela tiver necessidade de cuidador. Mas que a qualquer momento a polícia penal possa fiscalizar, entrar, não é fazendo farra não, como está aí não. Então tem muita coisa que precisa mudar, precisa melhorar", finalizou. 

Classificação Indicativa: Livre

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