Política

Visitas de senadores e banho de sol: Saiba como foi o período do ex-chefe da PRF na prisão

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O ex-chefe da PRF também enfrentou um processo administrativo da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 08/08/2024, às 11h58   Rebeca Silva



Na véspera de completar um ano de prisão, Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), deixou a penitenciária nesta quinta-feira (8) após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar sua liberdade.

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Vasques está sob investigação da Polícia Federal por supostamente ter articulado a PRF para dificultar a locomoção de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais de outubro de 2022.

De acordo com informações do site O Globo, durante sua detenção no Centro de Detenção Provisória II, localizado no Complexo da Papuda, em Brasília, Vasques recebeu a visita de 17 senadores, autorizados por Moraes a se reunir com ele em grupos de três. Entre os senadores estavam Sergio Moro, Damares Alves, Ciro Nogueira, Jorge Seif, Marcos Pontes e Magno Malta. No entanto, o ministro negou a entrada de acompanhantes, como assessores, advogados ou familiares, na unidade prisional.

Na prisão, Vasques dedicou-se aos estudos para os exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com a permissão da juíza Leila Cury, responsável pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que autorizou a entrada de livros para seus estudos. Nos últimos meses, ele participou de duas provas e uma repescagem na disciplina de Direito Penal. As provas foram realizadas em uma sala isolada, sob a supervisão de fiscais e a escolta de agentes penitenciários.

O ex-diretor também enfrentou um processo administrativo da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal, que investigou possíveis transgressões disciplinares. Após análise, a comissão optou pelo arquivamento, embora tenha indicado que ele poderia ter agido de forma inadequada, desrespeitando normas de urbanidade em relação a autoridades, funcionários, outros detentos, visitantes e demais.

"Aguardávamos a soltura, tendo em conta que, se o fato fosse verdadeiro, configuraria crime de prevaricação, com pena máxima de um ano. Há manifesta atipicidade quanto ao crime de violência política. Por isso, Silvinei já cumpriu quase quatro penas do crime de prevaricação, que tem pena mínima de três meses", afirmou o advogado Eduardo Nostrani Simão.

O incidente ocorreu após uma suposta briga com xingamentos entre o ex-PRF e outro detento durante o banho de sol, em abril deste ano. Na ocasião, agentes ouviram os xingamentos e apuraram que os presos discutiam “por conta de fofocas feitas” e que “as desavenças entre os dois eram constantes”.

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