Política

"Você é um ladrão da esperança", dispara coordenador da campanha de Flávio contra Lula

Marcos Corrêa / PR / Arquivo
O senador Rogério Marinho rebate críticas de Lula e o chama de 'ladrão da esperança' em polêmica sobre a escala 6x1  |   Bnews - Divulgação Marcos Corrêa / PR / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 03/09/2026, às 18h21 - Atualizado às 18h30



O senador Rogério Marinho (PL/RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, chamou o presidente Lula (PT) de “ladrão da esperança” ao rebater críticas feitas pelo petista sobre a atuação da oposição no Congresso Nacional em relação à proposta que prevê o fim da escala 6x1. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (3), na rede social X.

“Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado”, escreveu Marinho. Na sequência, o senador acusou o presidente de tentar repetir o que chamou de “golpe da picanha 2”, ao defender que é possível reduzir a jornada de trabalho sem diminuir os salários e sem gerar impactos para empresas e trabalhadores.

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Para Marinho, a mudança poderia provocar aumento de preços, fechamento de empresas, desemprego e crescimento da informalidade. “O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade. Você é um ladrão da esperança”, afirmou. O senador também acusou Lula de ter “um projeto de poder e não um projeto de país”.

A manifestação ocorreu após Lula criticar a oposição pela não votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 no Senado. O presidente afirmou que a oposição, liderada por Marinho, teria atuado para impedir o avanço da proposta e defendeu que a mudança pode garantir “um dia a mais de descanso sem redução de salário”. Para Lula, argumentos de que a medida provocaria uma crise econômica repetem previsões feitas no passado sobre direitos como férias e 13º salário.

A PEC não foi votada no Senado por falta de votos suficientes para garantir a aprovação da matéria. Lula também afirmou que a atual jornada prejudica a saúde mental dos trabalhadores e dificulta a convivência familiar. “Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade”, declarou o presidente, ao defender a mobilização pelo fim da escala 6x1.

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