Política
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal do país após ser considerado culpado por insurreição e abuso de autoridade. A decisão tem relação direta com a tentativa de decretação de lei marcial em dezembro de 2024, episódio que provocou forte crise institucional. As informações são da agência Reuters.
🚨AGORA: A Justiça da Coreia do Sul pediu a prisão do presidente Yoon Suk Yeol. pic.twitter.com/kmqD0Qg6HL
— CHOQUEI (@choquei) December 31, 2024
De acordo com a sentença, Yoon articulou medidas para impedir o funcionamento regular do Parlamento ao enviar tropas à Assembleia Nacional, numa tentativa de sustentar o decreto emergencial. A Promotoria havia solicitado pena de morte. Pela legislação sul-coreana, o crime de insurreição pode resultar em execução ou prisão perpétua — embora o país não realize execuções desde 1997.
Aos 65 anos, Yoon nega as acusações. Ex-promotor e figura ligada ao campo conservador, ele sustenta que agiu dentro das prerrogativas presidenciais ao declarar lei marcial, alegando que a medida buscava conter o que classificou como bloqueio sistemático da oposição ao seu governo.
Entenda o caso
A crise teve início em 3 de dezembro de 2024, quando Yoon anunciou a imposição de lei marcial e determinou o envio de militares ao Parlamento para evitar a derrubada do decreto pelos deputados. A medida foi revertida poucas horas depois, mas desencadeou uma sequência de investigações e ações judiciais.
Em janeiro de 2025, ele foi preso. Três meses mais tarde, acabou destituído do cargo. Na ocasião, milhares de agentes participaram da operação de detenção na residência presidencial, que registrou tensão e confrontos com aliados e advogados do então presidente.
Ainda segundo a Reuters, Yoon chegou a ser libertado em março, sob alegação de falhas processuais na condução da investigação. Na saída, afirmou que a decisão judicial representava uma correção de ilegalidades. No entanto, em meados de 2025, um novo mandado foi expedido com base na suspeita de que ele poderia interferir na produção de provas, o que levou ao seu retorno ao Centro de Detenção de Seul.
Antes da condenação atual, o ex-presidente já havia recebido pena de cinco anos de prisão por tentar obstruir as investigações relacionadas ao caso, além de ter sido considerado culpado por falsificação de documentos oficiais e descumprimento de protocolos previstos na legislação sobre lei marcial.
Condições de detenção
Conforme relatos divulgados pela Reuters, Yoon está em cela individual de aproximadamente 10 metros quadrados no Centro de Detenção de Seul. Ele deixou o apartamento oficial de 164 metros quadrados para cumprir a pena vestindo uniforme prisional e dormindo em colchão dobrável no chão.
Sem sistema de ar-condicionado, enfrenta ainda uma onda de calor que atinge o país, contando apenas com um ventilador elétrico, que é desligado durante a noite, segundo relatos mencionados pela agência.
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