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O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol, que foi preso em janeiro por tentar implantar a lei marcial no país, ficou deitado de cueca e blusa sem mangas no chão da cela solitária de 10 metros que ocupa no Centro de Detenção de Seul e se recusou a levantar para ser ouvido em um interrogatório.
A defesa do ex-presidente, que foi destituído três meses depois de ser preso a primeira vez, alega que ele está com problemas de saúde. Na oportunidade, os promotores disseram que não usaram a força física para levá-lo. Com isso, a oitiva foi suspensa. A Justiça disse, porém, que usará a força, se necessário, na próxima tentativa.
Que tipo de instituição legal em um país civilizado fornece relatórios e comentários em tempo real aos jornalistas sobre as roupas de um detento, especialmente em uma cela apertada com temperatura próxima a 40 ºC?'', questionou Yoo Jeong-hwa, advogado do ex-presidente.
Em março, ele foi solto por "questões de legalidade do processo de investigação". No entanto, no dia 10 de julho, foi alvo de novo mandado de prisão. A Justiça estava preocupada com uma possível destruição de provas.
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