Política
por Rebeca Santos
Publicado em 05/03/2026, às 06h58
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usou um documento falso para tentar descobrir com quem sua namorada, a blogueira Martha Graeff, estava conversando. Isso aparece em conversas analisadas pela Polícia Federal.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de "Sicário" no grupo, tinha acesso a sistemas internos de órgãos públicos. Ele falsificava documentos se passando por autoridades para conseguir tirar notícias do ar e obter informações de redes sociais, segundo a PF.
Em uma dessas ações, Mourão enviou um ofício ao Facebook e à Meta, fingindo que era assinado por uma promotora. O documento pedia informações sobre com quais contatos Martha Graeff estava se comunicando nas redes sociais da empresa.
Na representação que pediu a prisão de Vorcaro na última quarta-feira (4), a Polícia Federal disse que o dono do Banco Master também usava um grupo de WhatsApp chamado "A Turma" para conseguir informações e perseguir pessoas que eram contra ele.
Mourão fazia parte desse grupo e servia como ligação entre Vorcaro e pessoas suspeitas de passar informações secretas.
A prisão de Vorcaro e dos outros membros do "A Turma" foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma decisão tomada no dia 3 de março.
"As investigações também apontam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial", diz a decisão do ministro André Mendonça.
"Tais acessos teriam ocorrido mediante utilização de credenciais funcionais pertencentes a terceiros, permitindo a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional."
"A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol."
A Polícia Federal está investigando se essas senhas e acessos foram entregues de graça ou se foram comprados pelos envolvidos.
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