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Zé Neto fala pela primeira vez sobre derrota em Feira de Santana: "Funcionou a boca de urna"

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O deputado federal Zé Neto (PT) conversou com o BNEWS na noite desta quinta-feira (10)  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 11/10/2024, às 05h50 - Atualizado às 06h10   Carolina Papa e Davi Lemos



Em conversa com o BNEWS na noite desta quinta-feira (10), o deputado federal Zé Neto (PT) apontou a boca de urna e a distribuição de benesses como fatores que configuraram o cenário propício para a vitória de José Ronaldo (União Brasil) como prefeito de Feira de Santana a partir de janeiro de 2025. "A gente tem um outro panorama na cidade, mas a cidade sabe que o que aconteceu nos últimos dois dias das eleições, é para a gente fazer uma avaliação no Congresso de como a gente vai deter essa história da boca de urna e de outros elementos que, na compra do voto, do fisiologismo, na [oferta de] cesta básica, de outras coisas que aconteceram e que precisam ser investigadas e que a gente precisa tomar pé dessas questões", disse Zé Neto.

"O que a gente tem de claro é que, até sexta, a gente tinha uma margem de 7%, 8% na frente e, no sábado e no domingo, funcionou a boca de urna, o esquema político-econômico de distribuição de favores, de inchamento da máquina. A gente hoje uma máquina administrativa de terceirizados que extrapola qualquer realidade do que isso pode fazer numa cidade", comentou o petista.

Zé Neto não culpou a ausência de Lula em Feira de Santana como fator que determinou a derrota dele. "Ele não tinha como ir no Brasil inteiro. Primeiro turno é mais complicado e o Lula tinha questões internacionais que são importantes para o Brasil", declarou o deputado federal, que lembrou que o presidente teve agendas na ONU e também no México na reta final das eleições no primeiro turno. "A gente vence o debate político, vence o debate de ideias e, na hora que a gente vai para a eleição, isso conta, mas não conta tudo", apontou.

O parlamentar também comentou a eleição em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, que irá para o segundo turno entre Luiz Caetano (PT) e Flávio Matos (União Brasil) e apostou na ida de Lula à cidade. "Eu acho que sim [Lula pode ir a Camaçari no segundo turno] até porque são menos cidades que terão segundo turno; então acho que dá para ele escolher algumas cidades no Brasil e fazer a vinda dele influenciar nessa reta final. Acredito muito na eleição de Caetano, uma eleição dura - a capital da política hoje da Bahia é Camaçari - e espero que a gente tenha êxito lá", declarou Zé Neto.

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