Política

Zé Ronaldo pede e depoimento sobre desvio milionário na saúde é adiado para depois da eleição

Paulo M. Azevedo / BNews
Novo depoimento está marcado para o dia 16 de outubro, dez dias após a eleição marcada para o dia 6 de outubro  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo / BNews
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 13/08/2024, às 14h24



A defesa do candidato Zé Ronaldo (União Brasil) adiou o depoimento que estava marcado para o próximo dia 21 de agosto no âmbito da denúncia  Ministério Público Federal (MPF) sobre um desvio de cerca de R$ 26,9 milhões de recursos públicos enquanto ainda era gestor de Feira de Santana.

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Além do ex-prefeito, também são réus no processo a ex-secretária de Saúde, Denise Mascarenhas (PL), e o empresário Paulo Cézar Queiroz Rocha, representante da empresa Redesaúde. Agora, o novo depoimento está marcado para o dia 16 de outubro, dez dias após a eleição marcada para o dia 6 de outubro.

O pedido foi concedido pela juíza federal Gabriela Macedo Ferreira. A ação proposta pelo MPF contra Zé Ronaldo teve como base um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) em 2022.

Juiza concedeu adiamento em despacho (Foto: Reprodução)

 O Ministério Público Federal afirmou que a fiscalização empreendida pela CGU concluiu pela efetiva existência de fraudes e irregularidades nos procedimentos licitatórios, ilegalidade da intermediação de mão de obra na área da saúde e superfaturamento dos serviços públicos prestados.

Em 2023, durante uma entrevista para a BNewsTV, Zé Ronaldo afirmou ter tranquilidade diante da denúncia e garantiu que vai provar que não incorreu em qualquer irregularidade em seus mandatos como prefeito de Feira de Santana, entre 2001 e 2008 e, depois, entre 2013 e 2018.

Na avaliação do ex-gestor municipal, a denúncia não faz sentido, já que não haveria como realizar superfaturamento em uma licitação que teria proporcionado o aumento do número de unidades de saúde em quase 10 vezes, através da contratação de pessoal terceirizado.

“É uma cidade que, quando eu assumi, em 2001, tinha 18 postos de saúde. Quando eu saí, ficaram com 170 unidades de saúde. Vejam a diferença! Como é que você pode ter superfaturamento em uma licitação que você aumentou de 18 postos de saúde para 170? Se diminuiu a despesa, Jesus! É muito simples isso”, contestou Zé Ronaldo.

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