Política
A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender o pagamento de verbas indenizatórias que ultrapassem o teto constitucional foi recebida com atenção no Congresso Nacional, mas também com ressalvas.
Para o deputado Zé Trovão (PL-SC), a medida tem mérito, porém carrega o risco de produzir um efeito imediato contrário ao desejado: a antecipação de benefícios antes do prazo fixado pela Corte.
Ao determinar que Judiciário, Executivo e Legislativo interrompam, em até 60 dias, o pagamento de vantagens sem amparo legal, Dino recolocou no centro do debate o problema dos supersalários no serviço público. Nos bastidores, a leitura é de que a decisão expõe distorções antigas, mas também abre espaço para reações de última hora.
Em declaração ao site O Brasilianista, Zé Trovão foi direto ao apontar essa possibilidade. “Depois de anos em que o Judiciário foi o pioneiro na instituição e disseminação de penduricalhos ilegais e inconstitucionais, finalmente alguém desse poder tomou alguma providência. A providência é boa no mérito, mas tem um risco grave de produzir uma ‘corrida ao ouro’.”
Na avaliação do parlamentar, o STF não inovou ao impor limites às verbas indenizatórias. Para ele, a Corte apenas consolidou um entendimento que já vinha sendo discutido de forma recorrente no debate público e político.
Zé Trovão observa ainda que a interpretação restritiva adotada pelo Supremo se aproxima do espírito da reforma administrativa, proposta que segue travada no Congresso, mas que reaparece sempre que entram em pauta privilégios e distorções remuneratórias no Estado.
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