Política
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou, na noite desta segunda-feira (24), o julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado que resultou, entre outras condenações, na do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante entrevista à TV Globo, Zema afirmou discordar da interpretação dada aos episódios. “Eu discordo porque não existe na história da humanidade um movimento de golpe de Estado que tenha sido de vandalismo, de depredação”, declarou.
Zema também defendeu anistia ou uma nova análise dos casos. “Darei anistia ou pelo menos um tribunal que não seja político. O que vimos foi perseguição”, afirmou. Ao citar o caso de Débora do Batom, o candidato sustentou que a responsabilização deveria se limitar aos atos de vandalismo e danos ao patrimônio público. “Deve-se punir pela depredação, pelo vandalismo. Foi um julgamento totalmente político”, disse. Em outro momento, acrescentou: “O que temos no Brasil hoje são tribunais que estão fazendo mais política que propriamente justiça”.
Na área de segurança pública, o candidato defendeu que medidas adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, sejam adaptadas à realidade brasileira. “O que foi feito lá pode ser adaptado para o Brasil. Para mim, bandido é atrás das grades”, afirmou Zema. Durante a entrevista, ele também declarou que “60 milhões de brasileiros” vivem em regiões controladas por organizações criminosas.
Zema ainda fez críticas ao funcionamento da Justiça brasileira. “Temos no Brasil um sistema judiciário corrupto, mas caro e lerdo. O Judiciário mais caro do mundo e um dos mais lentos”, declarou.
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