Turismo em Crise

Vídeo: moradores afirmam que água de esgoto da Boca do Rio já atinge praia de Jardim de Alah

[Vídeo: moradores afirmam que água de esgoto da Boca do Rio já atinge praia de Jardim de Alah ]
Por: Reprodução/Google Street View Por: Shizue Miyazono 0comentários

Salvador tem cerca de 50 km de praias, que no verão ficam lotadas de baianos e turistas que vão curtir o sol e o mar, mas os moradores estão indignados com a sujeira da água na praia do Jardim de Alah. O BNews recebeu um vídeo em que é possível ver as manchas de esgoto na água de uma das praias mais movimentadas da capital baiana.

"Mais um dia de sol, mais um dia sem chuva e as praias do Jardim de Alah completamente sujas de esgoto. Será que o prefeito, o governador traz seus filhos para tomar banho aqui? Como é que pode um lugar que é palco do maior Réveillon do Brasil está desse jeito? Todas essas manchas que vocês estão vendo é esgoto e está vindo de lá da [antiga] sede de praia do Bahia, tudo isso aí da Boca do Rio é esgoto. A orla toda assim, a gente não tem chuva na cidade, mas fica convivendo com isso todos os dias, todos os verões. Será que alguém vai tomar providência? Quando será? (SIC)", comentou o morador no vídeo.

Segundo ele, o esgoto vem da praia da Boca do Rio que, de acordo com uma matéria publicada pela Folhapress no fim do ano passado, tem a água de pior qualidade de todo o litoral da Bahia e chega a ter uma concentração de 16 mil coliformes fecais para cada 100 mililitros de água. De acordo com a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a praia é considerada imprópria quando mais de 20% das amostras coletadas em cinco semanas consecutivas, apresentar resultado superior a 1.000 coliformes fecais, ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2500 coliformes termotolerantes por 100 mililitros de água.

Procurada, a Embasa afirmou que as manchas vistas no vídeo e relatadas pelos moradores na praia do jardim de Alah são "decorrente da poluição dos rios das Pedras, Cachoeirinha e Pituaçu causada pelo lançamento do esgoto de imóveis situados próximos ao leito desses rios, onde não existe viabilidade de implantação de rede coletora, e por imóveis que não estão ligados na rede disponibilizada pela Embasa".

A empresa ainda destacou que "não tem autoridade para fiscalizar e autuar as irregularidades no uso e ocupação do solo urbano nem para multar o cidadão que não dá destinação correta ao esgoto que produz, poluindo o meio ambiente".

Já a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) se restringiu a afirmar que vai encaminhar uma equipe de fiscalização ao local para averiguar a situação e tomar as medidas necessárias.

Veja o vídeo:

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