Salvador

APLB mantém ameaça de greve geral dos professores após reunião sem acordo com Bruno Reis

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Rede municipal informou que "já apresentou protocolos consistentes para o retorno, as escolas estão preparadas para receber os estudantes"  |   Bnews - Divulgação Arquivo/BNews

Publicado em 28/04/2021, às 18h38   Henrique Brinco



A reunião entre a APLB Sindicato e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), realizada na tarde desta quarta-feira (28), terminou sem acordo e a direção da entidade ameaça fazer greve geral caso a gestão mantenha a decisão de retomar as aulas presenciais. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do município, no início da noite.

"A Prefeitura de Salvador já aplicou a primeira dose da vacina contra a covid-19 em mais de 20 mil trabalhadores da educação na rede pública – estado e município. Com isso, restam apenas 1.300 professores que ainda serão imunizados, vale ressaltar, que todos nas faixas etárias de 20 e 30 anos. Mesmo com essa garantia e com o cumprimento de praticamente todas as 13 reivindicações apresentadas pela categoria, a APLB não aceitou o retorno às aulas presenciais e ameaçou uma greve geral na semana que vem", declarou a gestão, em comunicado.

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Diante do impasse, mais de 162 mil alunos da rede municipal seguem fora das salas de aula há mais de um ano. "Somos a única capital que está vacinando quase todos os trabalhadores da educação, mais de 80%. Já concluímos a imunização dos idosos, lideramos todos os rankings de vacinação no país.  Com esse cenário, com mais de 27% da população da cidade imunizada, temos segurança para retornar", afirmou Bruno, no comunicado.

A rede municipal informou que "já apresentou protocolos consistentes para o retorno, as escolas estão preparadas para receber os estudantes". "Precisamos retomar as aulas presenciais. Temos compromisso com nossos alunos, em sua maioria crianças. Se concordarmos com a posição do sindicato, de só voltar às aulas presenciais após a imunização de TODOS os professores, só vamos voltar pra sala de aula no final do ano, e olhe lá!... Corremos o risco de comprometer quatro anos letivos. É um prejuízo irreparável para a educação", diz o Secretário Municipal da Educação, Marcelo Oliveira.

Procurado pelo BNews, o presidente do sindicato, Rui Oliveira, afirmou que haverá uma nova reunião na próxima semana para definir se haverá ou não greve. "Continua na mesma", afirmou. Ele também argumenta que a aplicação de apenas uma dose do imunizante não é suficiente para o retorno seguro dos trabalhadores.

Nesta terça-feira (27), o sindicato de professores decidiu em assembleia que não vai retomar as atividades enquanto toda a classe não estiver imunizada.

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