Salvador

Agentes da Transalvador fazem protesto após casos de agressão; viaturas só serão acionadas em situações graves

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Ao longo da semana, foram registrados diversos casos de agressão contra agentes da Transalvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Bahia

Publicado em 04/04/2025, às 08h29   Victória Valentina



Agentes da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) realizam, nesta sexta-feira (4), um protesto na base da autarquia municipal, no Dique do Tororó, após os casos de agressão registrados ao longo da semana. Uma assembleia está marcada para acontecer por volta das 11h, com a participação de cerca de 500 trabalhadores da categoria.

De acordo com Judário Silva, diretor da Associação dos Agentes de Trânsito de Salvador, todas as viaturas estão concentradas na base e só deverão sair para serviço em casos de acidentes com vítimas e outras situações graves.

"A violência prejudica a importância do nosso trabalho. A intolerância está grande na cidade e estamos com dificuldades de exercer as nossas funções por causa da falta de entendimento dos condutores sobre o nosso papel. Temos que garantir a segurança nas vias. Chegamos para os acidentes, acionamos o SAMU para salvar as vítimas, mas as pessoas não entendem", disse em entrevista à TV Bahia.

Em nota enviada ao BNews, a Transalvador informou que "não há orientação por parte da autarquia municipal para que os agentes de trânsito não atuem nas ruas".

"Não se pode admitir que servidores públicos sejam impedidos de exercerem seu serviço. Por isso que a Transalvador mantém constante contato com órgãos da segurança pública para que, quando necessário, auxiliem e garantam a integridade dos agentes", acrescentou.

Ainda de acordo com a Transalvador, dirigentes se reuniram com representantes dos motociclistas na tarde de quinta-feira (3) e, na oportunidade, a autarquia municipal se comprometeu em avaliar outras formas de ordenamento da circulação e da parada dos motociclistas, principalmente na região do Shopping da Bahia, considerando a complexidade e os impactos da atuação desse grupo na mobilidade urbana. 

Além disso, citou a necessidade de os condutores respeitarem as regras de trânsito como forma da preservação da segurança viária. De acordo com a autarquia, somente nos dois primeiros meses deste ano, seis motociclistas morreram em acidentes na capital e outras cinco pessoas perderam a vida em ocorrências envolvendo motos. Esse total representa 73% das vítimas fatais registradas no período (15 mortes).

"A preservação de vidas no trânsito é um trabalho coletivo. As ações da Superintendência visam promover a fluidez e a segurança viária. Diante disso, a Transalvador mantém o diálogo aberto e constante com as lideranças da categoria, reforçando o compromisso da gestão com uma construção coletiva e equilibrada de soluções", finalizou.

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