Salvador
por Thiago Teixeira e Cauan Borges
Publicado em 29/12/2025, às 21h50 - Atualizado às 21h51
Ambulantes que atuam no quarto dia do Festival Virada Salvador 2026, na noite desta segunda-feira (30), relataram dificuldades nas vendas e fizeram críticas à estrutura dos contêineres (caixas térmicas) disponibilizados pela Prefeitura de Salvador. As queixas envolvem tanto o baixo movimento quanto problemas ergonômicos e operacionais que, segundo os trabalhadores, impactam diretamente no faturamento e na saúde física.
A ambulante Sandra Maria afirmou que o desempenho nas vendas tem oscilado ao longo dos dias de festa. Segundo ela, o primeiro dia foi positivo, mas houve queda no movimento nos dias seguintes. "O primeiro dia foi excelente. Ontem foi um pouquinho fraco. Hoje estamos esperando que seja melhor do que ontem", relatou.
Apesar da expectativa de melhora, Sandra fez duras críticas à estrutura oferecida. Para ela, o principal problema está na dificuldade para escoar a água do gelo derretido nas caixas térmicas.
Horrível. O material é horrível. Isso aqui não tem como tirar o gelo. A gente tem que tirar de vasilha para jogar fora. É muito fundo, a gente fica se abaixando o tempo todo. Dá para sentir na coluna da gente", desabafou.
Ela também apontou que os preços das bebidas dificultam as vendas. "As bebidas estão muito caras. O pessoal não quer pagar. Não merece o valor que tem. A Brahma, ninguém quer tomar. Até eu estou tomando outra porque não tem outro jeito", completou.
Quem também reclamou foi a ambulante Sônia Maria, que classificou a estrutura como inadequada e destacou problemas semelhantes. "A estrutura não está boa. Essas caixas que eles deram ficam difíceis para limpar, tirar a água, porque ficam entupidas. A gente tem que tirar a água com a mão, com vaso, com balde. A coluna da gente não aguenta", afirmou.
Segundo Sônia, além da estrutura, o fluxo de clientes também tem sido limitado. "A venda está mais ou menos. O bom mesmo são os meninos que fazem a correria. Se for só ficar aqui, a gente não vende quase nada. As pessoas passam direto", relatou.
Procurado pela reportagem, o secretário da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Décio Martins, afirmou que a Prefeitura tem buscado oferecer melhores condições de trabalho aos ambulantes e defendeu a qualidade dos equipamentos fornecidos neste ano.
Nós disponibilizamos este ano caixas térmicas, depois de muita negociação com o nosso patrocinador, que possibilitaram o fechamento através de cadeados. Essas são as melhores do mercado", disse.
O secretário destacou ainda que cada ambulante vai trabalhar com esse equipamento durante o Réveillon e, ao final do evento, receberá um isopor semelhante ao utilizado no Carnaval. "No dia primeiro, cada ambulante vai sair com um isopor daqueles vermelhinhos da Ambev", pontuou.
Décio Martins também ressaltou outras ações de apoio aos trabalhadores informais durante o festival. Segundo o gestor, a Prefeitura entende que as caixas térmicas atendem às necessidades da operação e reforçou que, além do uso durante o evento, os ambulantes levarão o equipamento para casa após o encerramento da festa.
Estamos buscando dar dignidade a essas pessoas. Disponibilizamos passagens para ida e volta todos os dias e alimentação das 11h às 15h, para que eles cheguem alimentados ao trabalho", afirmou.
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