Salvador

Vendedores e banhistas comentam fim do protesto de barraqueiros na praia da Barra; assista

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BNews esteve presente na praia da Barra e conversou com trabalhadores e banhistas  |   Bnews - Divulgação Reprodução | BNews

Publicado em 04/02/2025, às 16h18 - Atualizado às 17h10   Alex Torres e Maycol Douglas



O movimento nas localidades do Porto da Barra voltaram à normalidade. Após todo o imbróglio envolvendo os barraqueiros, a Prefeitura de Salvador e os banhistas que utilizam a praia, os trabalhadores que atuam no espaço encerraram a greve e retornaram à faixa de areia

A equipe do BNews esteve presente na praia da Barra e conversou com trabalhadores e banhistas acerca do impasse. Conhecida como 'Fofinha', a barraqueira Geisa Borges falou sobre o protesto e explicou que a redução no número de kits fornecidos por barraca resultaram num aumento dos valores de mesas e cadeiras.

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"Queríamos ter o material de volta na areia para atender as demandas dos turistas. As pessoas que vêm para cá gostam de um conforto. Ainda está prejudicando (a redução de kits), mas tivemos que aumentar um pouco o valor de cadeira e guarda-sol. Precisamos pagar nossas contas. São R$ 140 de carreto, depósito é R$ 250 por semana. Ninguém está vendo o nosso lado. Tem gente com 40 anos na praia e não sabe mais fazer nada na vida", disse Geisa. 

Turista carioca, Walter Filho está em Salvador visitando a filha, que mora na capital baiana. Questionado sobre a melhor forma para a praia, ele argumentou que precisa haver um equilíbrio entre as questões

"Eu acredito que tudo é um consenso. Se organizar, tem que ter espaço para todo mundo. O pessoal depende disso. A gente que é turista, consome e eles precisam disso. Tudo é questão de organização. Hoje vim a praia e achei muito bom do jeito que está. Bastante organizado, pessoal da fiscalização teve aqui mais cedo e conversou com eles. Está rolando uma organização bacana", disse.

O banhista Elvis Eridiano foi na mesma linha de argumentação de Walter, mas também defendeu os barraqueiros: "Importante um equilíbrio. Pessoal fala o que quer na internet. Se você ver, tem poucas pessoas com canga e a maioria usa os sombreiros. A realidade é que a galera quer usar os kits, mas precisa realmente haver um equilíbrio. Existe demanda e não dá para tirar os sustentos dos barraqueiros".

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