Salvador
Publicado em 05/01/2025, às 20h58 Victória Valentina
O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) emitiu nota, na noite deste domingo (5), repudiando o recente caso envolvendo a enfermeira Camila Ferraz Barros, suspeita de proferir ofensas racistas contra funcionárias de um pet shop no bairro do Imbuí, em Salvador. A mulher, que foi demitida do Hospital Mater Dei, foi flagrada chamando a gerente do estabelecimento de "petista, baixa e preta".
"O Coren-BA manifesta seu profundo repúdio às denúncias de racismo supostamente praticadas por uma enfermeira contra uma funcionária de uma loja pet shop em Salvador, amplamente divulgadas pela imprensa. A conduta atribuída à profissional, ao proferir ofensas racistas, fere os valores éticos, humanos e sociais que fundamentam a prática da enfermagem e é incompatível com o compromisso da categoria em promover respeito, dignidade e justiça em todas as suas ações", inicia o texto.
O Coren-BA afirmou ainda que "acompanhará com rigor a apuração dos fatos, garantindo que os princípios éticos da enfermagem sejam respeitados". (Leia a nota completa abaixo)
Inicialmente, Camila Ferraz Barros foi afastada de seu cargo de Gerente de Operações na Rede Mater Dei. Em nota enviada ao BNews, o grupo disse ter tomado conhecimento, através de vídeos veiculados em mídia social, do episódio envolvendo uma de suas colaboradoras. Porém, horas depois, a rede anunciou sua demissão.
O caso foi registrado na 9ª Delegacia Territorial da Boca do Rio. De acordo com a polícia, a vítima prestou queixa por injúria racial, lesão corporal culposa e ameaça. Segundo o registro, a gerente do estabelecimento, juntamente com duas funcionárias, reafirmam o conteúdo das imagens.
Já a cliente alegou que foi xingada e agredida fisicamente por diversos funcionários e dois seguranças da referida loja, além de ser filmada sem autorização. "Diligências e oitivas estão sendo realizadas para apurar todas as circunstâncias do caso", declarou a Polícia Civil.
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Leia a nota completa do Coren-BA:
O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) manifesta seu profundo repúdio às denúncias de racismo supostamente praticadas por uma enfermeira contra uma funcionária de uma loja pet shop em Salvador, amplamente divulgadas pela imprensa. A conduta atribuída à profissional, ao proferir ofensas racistas, fere os valores éticos, humanos e sociais que fundamentam a prática da enfermagem e é incompatível com o compromisso da categoria em promover respeito, dignidade e justiça em todas as suas ações.
O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem estabelece, em seus princípios fundamentais, que “o respeito aos direitos humanos é inerente ao exercício da profissão, o que inclui os direitos da pessoa à vida, à saúde, à liberdade, à igualdade, à segurança pessoal, à livre escolha, à dignidade e a ser tratada sem distinção de classe social, geração, etnia, cor, crença religiosa, cultura, incapacidade, deficiência, doença, identidade de gênero, orientação sexual, nacionalidade, convicção política, raça ou condição social”.
O presidente do Coren-BA, Davi Apóstolo, destaca: “Atos de racismo são crimes inaceitáveis que envergonham nossa sociedade e violam os princípios fundamentais de nossa profissão. Reafirmamos nosso compromisso com a luta contra qualquer forma de discriminação e com a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária.”
Ressaltamos que o racismo é crime previsto na legislação brasileira e que o Coren-BA acompanhará com rigor a apuração dos fatos, garantindo que os princípios éticos da enfermagem sejam respeitados.
O Coren-BA reitera seu compromisso em combater toda e qualquer forma de preconceito, reafirmando que práticas discriminatórias não têm lugar na nossa profissão nem na nossa sociedade. A enfermagem deve ser, acima de tudo, um exemplo de respeito e cuidado com a vida humana.
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